Pablo, Pablito Aimar.

Quem anda atento a estas coisas, consegue topar as diferenças de tratamento que a imprensa desportiva dá a situações idênticas, mas protagonizadas por personagens de diferentes cores. Quando falo em cores, não quero dizer coloridas, o que eu quero mesmo dizer são as cores das camisolas.  Quem continuar atento vai-se lembrar de um castigo que foi aplicado a um jogador do fêcêpê, de seu nome Lisandro, por ter simulado um penalty e que foi apelidado de tudo, desde batoteiro até a paradigma, mas ao contrário, de modelo de jogador que não seria digno desse nome. A quem coube esse papel? Aos suspeitos do costume: a bola e o record, jornais da nossa praça e que são sobejamente conhecidos por manobras deste género. Enfim, nada que não se soubesse que pudesse acontecer (frase complicadinha de ler…) mas que se confirma com a reacção que tiveram após o castigo que o Pablo Aimar teve por uma outra simulação. Claro que a diferença não é só dos ditos jornais, pois ela começa logo numa tal comissão de disciplina que apenas lhe aplicou uma multa pecuniária e se esqueceu de o suspender da prática desportiva, como tinha feito ao jogador do fêcêpê… critérios… mas o espantoso é que não surgiu nenhum insulto nos jornais ao jogador da cor do regime. Porque será? Será que simular um penalty deixou de ser batota? Será que o cabelo comprido pode fazer a diferença? Inventem o que quiserem, a coisa mais estapafúrdia, palerma, esfarrapada, seja o que for, mas da dualidade de critérios  e da falta de honestidade intelectual nunca se vão livrar. Já todos percebemos que o clube das gaivotas vai mesmo ter de ganhar o campeonato, custe o que custar e doa a quem doer e, para se conseguir tal façanha, vale tudo.

2 thoughts on “Pablo, Pablito Aimar.

  1. Boss

    Tomar a nuvem por Juno é sempre fácil e ajustável, mas não é, verdadeiramente, a mesma coisa.
    Certo que ter um jogador castigado o ano passado por esse motivo é ridículo e mesmo risível (não fora algum prejuízo que sempre se pode somar), mas o fcp foi campeão, apesar de …).
    Agora, este ano o problema é outro – não está num eventual castigo a jogadores do benfas, mora no próprio fcp. A equipa joga à semelhança do seu técnico, sem chama, sem ambição (já reparaste que, sempre que o Porto joga fora, contra equipas ditas fortes, entra sempre um tosco, no meio campo, para o lugar dum criativo? Aparece sempre um Guarin ou um Tomas Costa, saindo o Varela ou o Bellucci, ou lá como o sujeito se chama).
    Sei que admiras o professor, mas eu já estou cansado de tanto temor reverencial, que o Pedroto começou a varrer para o lixo, há muitos anos atrás … Temo que esta forma de ser seja fácil de incutir e muito difícil de extrair, quando se instala. Espero estar enganado!
    Boss

  2. Telmo

    É por estas e por outras, que eu deixei de ser Portista e virei Anti-Milhafre…
    Mas diz lá que não seria bonito o Braga ganhar o campeonato? Norte, sempre a Norte, cada vez mais…

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