Também o vento vai, e vem, tal como eu.

Não sou saudosista. Não sou, pronto. Acho até que os tempos correntes, os que correm, são sempre mais interessantes do que aqueles que já correram. Tudo tem a sua importância. Na altura devida, revestem-se de um valor que não dá para acreditar e que depois se vai desvanecendo. É a lei da vida e da natureza. Ficou esclarecido? Para mim está esclarecido há muito tempo. Dou-me bem com o assunto. Ou seja, não me faz confusão ter de me adaptar aos tempos correntes, os tais que correm. Mas tenho memória. E gosto de me deleitar com as minhas memórias. Podia não gostar, mas gosto. Como também gosto de pensar que tenho de aproveitar enquanto o meu amigo alzheimer me deixa. Tanta turbulência. E mais turbulência, para dizer apenas que gosto da estética dos anos oitenta.

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