De volta à vaca fria.

Eu sei que posso, eventualmente, chocar com muitas pessoas, conhecidas, menos conhecidas, amigos, familiares, com o assunto da religião, mas não consigo deixar de escrever sobre o que me choca a mim. Uma notícia surgida hoje. A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP)… tem sigla e tudo, emitiu um comunicado a informar que irá debater o abuso sexual por parte dos padres portugueses. Assim, como quem não quer a coisa, lá vão ter de debater o assunto sem, contudo, admitirem que existam casos em Portugal. Claro que estamos fartinhos de saber que os padres portugueses são todos muito diferentes dos seus colegas de profissão estrangeiros. Esses sim, são uns porcalhões, que só pensam em sexo e em abusarem das pobres criancinhas, indefesas. Os nossos, os de cá da terra, são muito mais puros, sem pensamentos pecaminosos e cheiinhos de vontade de ajudarem o próximo, ou a próxima.

Acho mesmo que chegou a altura desta igreja encarar os problemas de frente, sem falsas moralidades e com a frieza necessária para cortar a direito onde deve cortar. Já não phalo do problema do casamento dos padres, que é um problema de divisão dos bens que a igreja não suporta nem tolera, mas de correr com essa cambada de abusadores, cobardes e merecedores um empalamento (com um pau cheio de farpas e alguns pregos ferrugentos à mistura) à moda antiga. Chamem-me nomes, primário, reaccionário ou afins, mas não tenho paciência para esta hipocrisia religiosa que vai afundando, cada vez mais, a sociedade portuguesa.

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