Costinha, a fatiota não esconde tudo…

Estou chocado. Com a notícia que li num jornal desportivo online. O Costinha (para quem não saiba é o director desportivo do sbordem) afastou um jogador russo, que é do melhorzinho que eles por lá têm, por se ter recusado a jogar lesionado. Assim, à primeira vista, pode parecer um exagero querer obrigar um jogador a jogar aleijado, mas se pensarmos melhor, por vezes os jogadores devem fazer “sacrifícios”, afinal é a profissão deles. Também por ser a profissão deles, é que devem ser cautelosos quanto aos “sacrifícios” que devem fazer… O que me deixou chocado foi o facto do tal jogador ter sido obrigado a “sacrificar-se” nos últimos três jogos. Neste caso o “sacrifício” passou por infiltrações de analgésicos no joelho do homem, para não sentir dores e poder correr, saltar e rematar à vontadinha. Convém lembrar que o rapaz foi operado a esse mesmo joelho há uns tempos atrás, tendo ficado em recuperação por uns meses, isto é, sem jogar. Também convém dizer que o rapaz foi aconselhado pelo médico que o operou a parar, sob pena de ter de ser novamente operado se insistisse em jogar infiltrado. Posto isto, parece-me claro que o rapaz tivesse medo de jogar e poder ver a sua carreira desportiva em risco. Pelos vistos estava errado pois o seu director desportivo entende que os jogadores devem mesmo fazer todos os “sacrifícios” em prol do seu clube.

Pessoalmente, não tenho qualquer tipo de simpatia especial pelos trabalhadores da bola, acho até que, tirando honrosas excepções, são uma cambada de lerdos mas que merecem todo o respeito, pelo trabalho desenvolvido, pela dignidade e todas essas tretas que ficam sempre bem num texto. Por isso, e mais algumas coisas, este tipo de barbaridades devem ser banidas da mentalidade desportiva e acho muito estranho que a direcção do sbordem aplauda um comportamento destes por parte dum responsável da estrutura desportiva. Mas eles lá sabem com que linhas se cozem. Que se entendam. Quem não se lembra do que aconteceu ao joelhos do Eusébio? E mais recentemente, de uma forma que até mete dó, do Mantorras, que anda para ali por caridade. Enfim, são coisas do futebol.

Leave a Reply