Way out, way in.

O ser humano tem coisas engraçadas. Aliás somos todos um bando de engraçadinhos. Cada um é engraçado à sua maneira. Claro que quando digo engraçado, quero dizer que todos nós somos, aqui e ali, uns verdadeiros cromos. Quem consegue afirmar a pés juntos que nunca fez o papel de verdadeiro cromo? Quem? Ah, bem me parecia. Eu, pelo menos, posso afirmar que já me senti muitas vezes um verdadeiro cromo. Em situações diversas. Faz parte. Como também faz parte não falar delas. É assim a vidinha. Mas gosto de falar dos outros, quando fazem o papel de verdadeiros cromos. Também faz parte.

Hoje, que não é de hoje mas de há uns dias atrás, reparei num pequeno pormenor num automóvel que me deixou com um sorriso de uma ponta à outra desta boca que a terra há-de comer. No meu caminho para o trabalho, tenho de passar por uma espécie de arrecadação mal amanhada de contentores, daqueles dos camiões, no meio de um eucaliptal e cujos carros dos funcionários ficam cá fora, na berma da estrada. Um deles, um Porche xpto (que muito provavelmente deve ser do empresário dono daquele estaminé, pois não estou a ver o operador das gruas a possuir uma máquina daquelas…) foi o que me chamou a atenção. No banco de trás, que é minúsculo e bem apertadinho, estava encaixada uma cadeirinha de bébé. Portanto, o feliz possuidor duma viatura daquelas é pai e cumpre as suas obrigações de pai, levando a criança pequenina ao infantário de Porche. Claro que tudo isto deve ter as suas vantagens e só de imaginar o esforço que o pobre progenitor deve fazer para conseguir enfiar a criancinha lá dentro, fico todo a suar como muito provavelmente o senhor ficará. Já não falo da questão da segurança pois se um carro daqueles capotar deve ser difícil conseguir sacar a criança cá para fora, mas pergunto-me se não haverá outro tipo de viaturas mais capazes e eficazes para desempenharem este tipo de tarefas? Mas como também já vi um potente BMW (que o deixou de ser…) movido a gás… já nada me espanta.

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