Fui tomar café a casa de uns amigos, e voltei.

Voltando ao normal. Normal é uma forma de dizer porque as teclas não estão bem no sítio. No sítio delas, por assim dizer. Teimo em encontrá-las, e quando as encontro, tenho medo, muito medo, de as pressionar, de lhes tocar, de as sentir  sob as minhas impressões digitais. Tirando isso, que é sempre um momento de verdadeiro equilíbrio, é um consolo. Posso também dizer que consolo é uma palavra do meu agrado. E agrado é, também, uma palavra simpática, uma daquelas palavras que nos percorre o corpo, com uma sensação de verdadeiro bem-estar. Bem-estar não foi, desta vez, uma daquelas palavras que deu erro, erro no dicionário. O bem-estar é sempre o objectivo (objectivo é sempre uma palavra palerma e cheia de deformações profissionais…) do normal dos comuns. Por falar em comuns, vou dormir.

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