Good Bye, Maria Ivone.

Não se fala de outra coisa. Como leigo na matéria (mais uma), apenas consigo ter uma visão muito reduzida do que realmente se passou no chamado processo da Casa Pia. Tal como a esmagadora maioria dos portugueses, não sei da missa a metade, e nunca irei saber mais do que isso. Por muito que me esforce para ser isento, apenas recebo aquilo que me dão, neste caso os jornais e as televisões. Não consigo perceber se estamos (opinião pública) a ser manipulados ou não. Também nunca me interessei em querer saber mais do que aquilo que representa todo este caso para mim. Chocou-me, claro está, o facto de existirem violações a crianças que estavam à guarda do estado português e isso implicou que eu, tal como a maioria dos portugueses, desejasse que fosse feita justiça e que fossem apurados os culpados. Demorou o tempo que todos nós sabemos até que, finalmente, houve um desfecho. Desfecho esse que ficou em suspenso, mas que não deixou de ser um desfecho pois concluiu todo este ciclo.

Como é evidente, eu e mais uns milhões de portugueses, não entendo a especificidade da linguagem jurídica, mas consigo perceber que os recursos que irão ser apresentados mais não são do que uma forma de ganhar tempo. Estou mesmo convencido disso. Porquê? Porque acho que o alegado erro jurídico, que todos os arguidos reclamam para si, é a única saída que todos eles encontraram para se manterem à tona e, apesar de não acompanhar a vida dos tribunais portugueses, também consigo perceber que seis erros jurídicos, ou seis sentenças, ou o que lhe quiserem chamar, é muito erro para um só julgamento.

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