Assim custa muito viver.

Numa altura em que se sucedem os emails com exemplos do desvario despesista do governo: aviões comprados em segunda mão; festas de aniversários das finanças; gastos efectuados pela assembleia da república; deputados que reclamam mais dinheiro; e toda uma séria de gastos com frotas automóveis e afins, hoje dou com mais uma notícia que me chocou. O deputado Fernando Rosas, que até gosto de ouvir falar, vai abandonar a assembleia da república precisamente quando faz oito anos de permanência. É curioso, não é? Precisamente quando faz oito anos. Para os mais distraídos, relembro que após oito anos de trabalho na dita cuja, quem sair trás para casa uma reforma dourada. Eu sei que o sistema está feito assim e o pobre coitado não está a fazer nada  fora da lei, mas bem que podia oferecer a sua bela reforma, para assim ajudar o esforço da nação em recuperar do défice… sempre estaria mais de acordo com aquilo que sempre foi defendendo ao longo dos seus oito árduos anos de trabalho. Pelos vistos, agora só lhe resta mesmo é acumular a sua bela reforma com o ordenado de professor universitário.

4 thoughts on “Assim custa muito viver.

  1. admin Autor do artigo

    Eu sei que a lei obriga:)) e quando uma pessoa é obrigada…
    A lei é está feita à medida de quem lá está… esse é que o verdadeiro escândalo:))

  2. Tiago Braga

    O Rosas apenas vai receber 1/3 da reforma visto que não completou os 12 anos… E a lei obriga a que a receba… agora se a vai doar a alguma instituição isso é que já não sei.

    Abraço

  3. admin Autor do artigo

    Pois, mas vai mesmo acumular. A lei assim o permite. Eles vão mudar a lei… mas só mais para a frente… não se sabe muito bem quando… pelo menos é o que diz o ministro das finanças…

  4. Boss

    Ele não precisa, mas …
    Tem 64 anos, está no último da sua brilhante carreira académica – se está também no último da sua carreira política, é coerente;
    Vai acumular duas reformas? Não sei e não falo do que não sei – mas, se vai, isso está errado e devia abdicar duma delas, para ser coerente (com o que sempre defendeu …);
    Pedi-lhe para vir à minha Escola dar uma aula de Sociologia. Disse que sim e não exigiu pagamento nenhum – só pediu para ser à 5ª ou à 6ª para não faltar às sessões.
    Do que sei, do que conheço, nada há a apontar. Há muito tempo que resolvi não dar muito (nenhum) crédito ao que se escreve nos jornais ou se publica na Net. Ambos são excelentes veículos de manipulação, de distorção do real. Gosto do virtual, mas não amo.

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