Facebook. Não havia necessidade.

Parece-me a mim que a liberdade de opinião não é lá muito bem tolerada. Tudo certo que todos nós devemos saber o que dizemos e como nos comportamos, principalmente quando estamos na casa dos outros, mas o facto de haver pessoas discordantes da opinião reinante não pode ser motivo de penalização. Digo eu. As ditas redes sociais são o melhor exemplo disso. Eu faço uso de uma rede social. O facebook. Sei bem para o que me serve. Ou seja. Permitiu-me encontrar muita gente que já não via há séculos. Permite-me também manter um leve contacto com as pessoas que me dizem alguma coisa (embora tenha “amigos” que nem sequer conheço) e com as quais não consigo estar fisicamente presente. Também acho útil ficar a par de algumas novidades “institucionais”. É para isto e pouco mais que eu uso o facebook. Mas percebo que outras pessoas o usem para o engate, para divulgação do seu ego querido, para propagandearem o tamanho do seu rico pénis e por aí fora. Nem sequer tenho o chat activado. Não sou nenhuma púdica angelical e quero lá bem saber do que as pessoas andam à procura no facebook. Não quero, pronto. Mas aborrece-me saber que as pessoas podem ser banidas, e com as respectivas contas canceladas, só porque lá puseram uma treta qualquer. Ainda percebo se o conteúdo for pornográfico… e explícito. Mas já não entendo quando os conteúdos são pessoais e perfeitamente dentro dos padrões exigidos. Isto tudo porque uma “amiga” do facebook, que não conheço pessoalmente, foi banida e já não vou poder continuar a ser “amigo” dela. Não que não possa continuar a seguir o blogue dela, porque é dela e ninguém o pode apagar, mas o facebook era a única possibilidade de comentar os seus posts, já que não tem os comentários activados. Não é nada do outro mundo, e muito provavelmente não será caso único, mas é chato.

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