Este governo escreve-se com letra muito pequenina.

Tenho lido vários blogues sobre estes “descontos” forçados que o pessoal da função pública vai sofrer a partir de Janeiro e, num deles, li uma coisa que me deixou admirado. Não que a ideia seja executável (só se o ministro das finanças andasse atento ao que se escreve por aí…), mas antes pela sua justeza. É o seguinte: os ditos “descontos” iriam para um fundo, gerido pelo estado, e só na altura da reforma é que poderiam ser levantados. Seria pois mais justo que, em vez de ficarem definitivamente sem o dinheiro, o pudessem vir a levantar quando fossem para a reforma. Não me parece que seja uma ideia estapafúrdia, muito pelo contrário, e só não consigo entender como é que aquelas mentes luminosas que estão no poder não foram capazes de equacionar uma solução deste tipo. Parece-me que é mais fácil lesar directamente as pessoas, para não lhe chamar outra coisa.

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