Presidente da República.

Não devemos aproveitar as dificuldades dos outros para tirar partido de determinadas situações. Por outras palavras: não devemos utilizar os defeitos dos outros para gozarmos com eles. Parece pacífico que assim seja. Mas, há sempre um mas. Quando o personagem é alguém que nos tira do sério tudo se torna diferente. No caso, o personagem, é o PR, reeleito com a menor maioria de sempre, após o 25 de Abril. Quando o senhor aparece na televisão até me dão “ouras” e instantaneamente lembro-me do bolo rei e daquela dificuldade em pronunciar determinadas palavras. Depois acalmo e penso na sorte que nos calhou, que neste caso é mais azar. Mário Soares classificou o discurso de vitória da Cavaco Silva como sendo rancoroso. Ora nem mais. Foi um discurso vergonhoso mas ao nível de quem o fez e já não é a primeira vez que tal acontece. É um padrão da personalidade do senhor. As pessoas são livres de escolherem quem muito bem entenderem. Ponto. Mas, francamente, levar com este senhor por mais cinco anos… vai doer… numa altura em que o país precisa de mudar mentalidades e de formas de actuação, o povo português vai logo escolher a personagem que está intimamente ligada a tudo aquilo que de pior existe na sociedade portuguesa. Para além de tudo isto, é um personagem sem mundo, com um discurso limitado e adorava saber quem é que gostaria de ir jantar com ele, se tivesse oportunidade disso. Eu não era, com toda a certeza!

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