Cigarro electrónico. Sobre o dito cujo.

São oito da manhã e aqui estou eu a escrever sobre o cigarro electrónico. Não me parece normal. Como também não me pareceu normal a noite que passei. Foi um “sono” completamente obsessivo compulsivo… intermitente e sempre que despertava vinha dar ao mesmo assunto (não o vou revelar porque é íntimo, pessoal e intransmissível…) e devo ter dormido à volta de três horas. É fim de semana, porra, não havia necessidade disto. Agora, que não há mais nada a fazer, vamos ao cigarro electrónico. Sim, porque foi ele o causador de tudo isto. Para os que desconhecem como a coisa funciona, passo a explicar (os outros passem à frente): o kit vem com dois cilindros brancos, a imitarem o a parte onde está o tabaco, no cigarro normal. Esses dois cilindros mais não são do que duas baterias que se carregam, numa ficha de electricidade ou, imagine-se o cómodo que é, no portátil via usb. Aquilo traz uma caixinha com filtros, que têm diversos graus de nicotina, e que se vão acoplar (sim, é parecido…) no cilindro. Quando se mete aquilo tudo à boca e se puxa, o resultado é a bateria produzir um aquecimento no filtro que envia vapor de água, misturado com nicotina, para os pulmões. Aqui reside a grande vantagem, pois os belos dos pulmões deixam de receber, de braços abertos, o alcatrão, cianeto e todos os outros componentes que fazem parte dos cigarros tradicionais. Até aqui parece-me tudo muito bem. Agora, tudo isto padece de um período de habituação. Ao dar umas passas neste tipo de cigarro, não se sente aquele esticão tradicional e parece que não estamos a meter nada cá para dentro. Mas estamos. No caso, nicotina em estado bruto, acelerador nato dos neurónios, pelo menos dos meus. E é aqui que se tem de ter cuidado para não haver exageros. Dar menos passas e comprar filtros light, muito light. De resto, só encontro vantagens, pelo menos acordo sem aquela tosse de fumador, com o consequente espectáculo desolador que constitui a materialização dessa mesma tosse…

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