Ainda na véspera.

Vem aí uma greve da Função Pública. Basta dar uma pequena vista de olhos por alguns blogues, jornais e afins, para se perceber a facilidade com que se pode cair no populismo à lá Portas. A falta de sentido da realidade e da oportunidade dos nossos sindicalistas levam as pessoas a arranjarem facilmente um bode expiatório para toda esta crise, a culparem toda a Função Pública, e os seus trabalhadores, de tudo que de mal acontece neste país. Todos sabemos que o problema não reside nos funcionários, mas sim nos inteligentes que estruturaram os diversos serviços. Digo inteligentes porque são pagos para serem inteligentes no trabalho que desempenham, no entanto, a realidade é outra, bem diferente, em que as chefias não são as mais competentes mas sim as que têm um belo de um cartão do partido. Mas voltando atrás, não se entende o porquê de mais uma greve. Não faz sentido, numa altura em que o país está na expectativa surgirem umas greves, com o intuito de pressionarem quem? O governo demissionário? A Chanceler alemã? Quem? Digam-me quem, para ver se eu entendo. Não compreende, como também não compreendo as greves que as empresas de transportes andam a fazer. As notícias revelam uma falta de guito na ordem dos vários milhões, com a ameaça de não receberem sequer os ordenados e o que é que os outros inteligentes (sim, há inteligentes nos dois lados…) fazem? Param as máquinas, arranjam um transtorno enorme para quem deles depende e, pior de tudo, dão um prejuízo ainda maior às respectivas empresas, na esperança de não receberem, não um, nem dois, talvez três ordenados. Ora bolas, que o mundo está perdido. Foi desde que eles foram à lua, que isto ficou assim.

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