A bola.

Ainda meio atordoado com tantas novidades, começo a tomar consciência do mundo que me rodeia. Um dejá vú, portanto. Tenho de começar por algum lado. Começo pela bola.

Mais um início de época como tantos outros, com os coisinhos na fanfarronice de sempre e os calimeros com as queixinhas que nunca mais acabam. Pelo meio disto tudo, o fêcêpê lá ganhou mais uma supertaça portuguesa e perdeu a europeia e, em ambas, demonstraram o valor desta equipa, apesar das limitações normais de um início de época e das transferências que nunca mais acabam…

Ainda no que diz respeito à bola, fiquei espantado com a força física e a velocidade que a equipa brasileira dos sub 20 demonstrou em campo. Não fazia a mínima ideia que tinham evoluído tanto e, para mim, o futebol daquele país era um somatório de jogadores “brinca na areia” que eram capazes de resolver os desafios devido aos rasgos individuais. Puro engano. Deu-me gosto vê-los jogar e só não percebo como é que levamos apenas três daquela equipa…

O que se segue já não é bem da bola, é mais um caso de polícia. Fiquei de boca aberta quando vi num noticiário que os “adeptos” (deste tipo de adeptos… os clubes não precisam) dum clube de Guimarães entraram pelo campo de treinos e desataram à bofetada e aos empurrões aos jogadores só porque estes ainda não ganharam qualquer jogo. Os habitantes de Guimarães não precisam deste tipo de gente e podiam se juntar, agarrar neles todos e metê-los a trabalhar na recuperação urbanística que a cidade precisa, à borla, e assim dar uma ajuda ao projecto da Capital da Cultura que, pelos vistos, bem precisa…

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