Não. Não tem mesmo nada que ver com o toque rectal.

Sou um rapaz de toque. Tirando a parte do rapaz, o toque mantém-se. Gosto de tocar. E tocar, como todos sabem, não tem obrigatoriamente de ser um toque físico. É mais abrangente. Mas eu gosto do toque. É uma forma de comunicação. E não consigo viver sem a parte do toque. Podia abdicar de outras coisas, podia, mas isso seria entrar em campanhas publicitárias e tudo isto é mais importante do que uma mera campanha. Quando não tenho o toque, logo ali, à mão de semear, não me sinto o mesmo. Ando meio acabrunhado, sem brilho nos olhos e com urticária. Não é uma urticária localizada… como ousa dizer-se, mas antes uma urticária generalizada. Que mexe com o corpo todo, portanto. E depois, depois, não há um unguento que se possa passar pelo belo do corpinho que me faça esquecer a falta do toque. Ou outras soluções. E ainda por cima eu não sou nada do gênero de vir para a rua todo nu, esbracejar, à espera que me caia do céu um toque qualquer. Nada disso. Gosto de escolher o toque. É uma coisa que me arrelia, mas gosto mesmo de ser eu a escolher o toque.

Faço ponto final, paragem, porque queria mesmo esclarecer as dúvidas. Eu sou mesmo uma pessoa conversadora. Não parece, eu sei. Parece mais que a minha vida anda toda à volta daquilo. Também anda. Não o posso negar, mas não é o caso presente. Esta conversa toda não anda à volta daquilo. É mesmo sobre a minha necessidade absoluta de conversar. De toque espiritual. Está bem assim?

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