Uma das notícias do dia.

Esta notícia está a passar em todos os telejornais e outros que tais. Não deve, portanto, ser uma grande novidade, só mesmo para os mais distraídos. A lei dos genéricos vai mudar. Ao que tudo indica, pois a lei vai ser votada brevemente, os medicamentos vão ser prescritos segundo o princípio activo. Para pessoas como eu, que estamos fora dos interesses da indústria farmacêutica, significa que iremos ter medicamentos mais baratos. Medicamentos mais baratos para os utentes implica que o Ministério da Saúde também vai pagar menos ao fim do ano. Também para pessoas como eu, parece lógico que os medicamentos cumpram a sua função e que, após o período legal da patente, os tais princípios activos possam ser produzidos, com o devido controle, por empresas que não tenham preocupações de marketing farmacêutico. Não será bem como as bolachas brancas pois nesse tipo de produtos entram outros factores, não cruciais mas não menos importantes, tais como o gosto do produto, o que, no caso de um medicamento… tanto faz. No meio disto tudo, continuo sem perceber o empenhado interesse dos médicos em oferecerem um folheto aos utentes a pedirem-lhes para não deixarem mudar a prescrição. Ou seja, o médico não prescreve só em função do princípio activo que é indicado para combater uma doença, mas também porque acha que determinada marca é a mais segura e a mais aconselhada… Baseado em quê? Dá-me a sensação que ninguém sabe, muito menos a classe médica que, na sua grande maioria, pouco percebe de medicamentos.

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