Outra das notícias, mas de ontem!

Mais vale não ouvir notícias. Quando paramos para ouvir os telejornais só deparamos com desgraças. Desgraças físicas e morais, que nos vão toldando a sensibilidade e deixando imunes para com os protagonistas. Infelizmente vão acontecendo a um ritmo muito frequente. Mas também vamos assistindo a outras situações que nos merecem reflexão, pelo menos eu acho que merecem. Pelo que sei, ontem, estava uma rica professora a dar a sua aula, como tem vindo a fazer desde que o ano lectivo se iniciou. Não se sabem os pormenores sobre a sua posição na sala de aula. Não se sabe, portanto, se a senhora estava sentada, de pé, de frente para a porta, de lado ou mesmo de costas. O que sabe é que a senhora foi apanhada desprevenida com a entrada do pai e da mãe de um dos seus alunos, pela sala adentro. Chegados lá dentro, estes dois adultos bateram na professora. Como não sabemos da posição da professora, torna-se difícil ajuizar. Se fosse eu que estivesse dentro da tal sala de aula e, vamos de um supor, estivesse de pé, sentava-me muito rapidamente pois não me parece que os adultos batam em pessoas sentadas. Pelos vistos, é perfeitamente normal que os adultos entrem pela sala de aula daquela escola, pelo menos é o que se vem a verificar desde há três anos, altura em que se deu o primeiro encontro imediato com os extra terrestres. Portanto, desde há três anos que a senhora professora é ameaçada e agredida e ninguém faz nada. A agressão, penso eu, é um crime público (pelo menos foi este o meu entendimento sobre os processos que o Ministério Público levantou aos jogadores do fêcêpê…), e se a justiça atuasse em Portugal já teríamos estes dois adultos extra terrestres presos há, pelo menos, três anos. Bastava haver uma condenação pesada neste tipo de casos (e quando digo pesada quero dizer dois a três anos de cadeia) que estes adultos extra terrestres nunca mais se armavam em heróis. Mas não há e desconfio que não vá haver por muito tempo.

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