Achei lamentável, juro!

Vivemos num país estranho. Muito estranho, diria mesmo. Acabei de ver uma pequena notícia. Uma notícia sobre padres. Assim à primeira vista, nunca pode ser uma pequena notícia, tal é o poder dos padres em Portugal, país laico. Pois bem, a coisa parece que é mesmo assim. Os senhores da igreja portuguesa acham que podem prescindir de dois feriados religiosos se, e o se é peremptório, o estado português também abdicar de dois feriados. Não dá para perceber. Se o estado também abdicar de dois feriados? Mas afinal quem é que manda aqui? Não é o Passos Coelho? Para o bem e para o mal? É um assunto um pouco estapafúrdio estar a medir quem deveria mandar. Pelos vistos, está visto, quem manda. A mim custa-me muito aceitar esta treta dos padres. Se ainda por cima não se esticassem, eu ainda percebia. Mas o mais engraçado é que, nessa mesma notícia, o personagem mais qualificado afirmou que a igreja não tem dinheiro para distribuir. Parou-se-me o cérebro. Uma frase linda, eu sei, mas que deixou marcas. Não têm dinheiro para distribuir? Como assim? O senhor, que é o chefe da banda, tem nome. A mim, não me apetece dizer o seu nome. Está fartinho de saber que a igreja, o que mais tem é guito, e vem-me dizer que não têm dinheiro para distribuir? Só se o tal senhor trabalhar com conceitos,  e o conceito de distribuir esteja desadequado à instituição. Para finalizar, porque já chega, apraz-me dizer que o tudo isto foi dito e redito num ambiente formal. Cheio de pompa e circunstância e, só o aluguer do espaço, deve custar uma pipa de massa. No caso não custa porque o dito espaço pertence à dita cuja da instituição.

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