Uma ideia que não é peregrina, mas é idiota!

Ando a pensar em escrever as minhas memórias. Podiam ser as memórias de outra pessoa. Poder, podia, mas não era a mesma coisa. Também não me parece que tenha idade suficiente para escrever umas memórias… apesar de ter vivido muito, com intensidade e cheio de vontade. Mas é uma ideia engraçada que, pela sua cretinice, é tentadora para muito boa gente. Não seria uma coisa que se resolveria do pé para a mão mas era moçoilo para apontar tudo no… Evernote durante umas férias de Natal, sem as minhocas mais a mãe das minhocas e só com a Lola, que não dá trabalhinho nenhum. Será que oito dias dava para isso tudo? Dava. Eu gosto de trabalhar da seguinte maneira: tenho de ter as ideias, apontar o caminho que devo seguir e não fazer mais nada durante uns tempos. Depois pego novamente no assunto e desenvolvo, tranquila e pacificamente. A parte das ideias é sempre a mais difícil, como facilmente se depreende, mas com umas ajuditas as coisas vão-se compondo. Mas tudo isto parece um pouco estapafúrdio, ao querer escrever umas memórias posso dar a impressão de que sou mesmo uma pessoa super interessante e, na realidade, não sou. Na realidade, nem sequer sou eu o presidente da junta. Apenas tenho estas ideias, que não são peregrinas, mas são idiotas.

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