Estarei a ser tendencioso?

Diz o avô e diz o bébé, é bom, é bom, é bom, é bom é! Acabei agorinha de ouvir na televisão um senhor dizer que os custos para o país que este dia de greve geral vai trazer são na ordem dos seiscentos e setenta milhões de euros. Terei ouvido bem? Seiscentos e setenta milhões de euros é muito guito. Perfaz a totalidade de um dos subsídios que foram cortados aos funcionários públicos. Também percebo que o senhor, que por acaso é o representante dos patrões em Portugal, posso ter puxado um bocadinho para cima o valor do prejuízo… faz parte, mas não andará muito longe da verdade e numa coisa o senhor tem razão. Este dinheiro, nesta altura faz muita falta ao país e terá de vir de algum lado… Pelo andar da carruagem ainda vamos ficar sem o raio dos subsídios durante mais uns anitos. Mas adiante. Este discurso das entidades patronais fazem sentido e custa-me registar que as vozes sindicais nunca referiram os custos reais do prejuízo, nem sequer tocam no assunto. Pelo menos assumiam o que querem!

Quando vinha da escola para casa, liguei o rádio na tsf, que àquela hora costuma ter um fórum onde os ouvintes deixam a sua opinião. Hoje, como não podia deixar de ser, era sobre a greve geral. No meio das diversas opiniões, umas contra outras a favor, ouvi uma muito engraçada. Era de um professor, tal e qual como eu. Dizia o senhor que estava a fazer greve, portanto, não tinha ido à escola porque estava de acordo com a greve. Até aqui tudo normal. O pior é que o senhor se descaiu logo a seguir porque tinha tempo de antena (eu pelo menos nunca falei para uma rádio e imagino que deve ser empolgante…) e vai daí começa a dizer que a greve lhe tinha dado muito jeito porque está a fazer um mestrado e tal, e assim ficava com mais um tempo para trabalhar no mestrado e coisa e tal. Mudei de estação, para a Nova Era, para ouvir um tecno intenso… para espairecer as ideias.

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