Cesárea Évora. Nunca gostei.

Quando alguém parte, é sempre motivo para ficarmos mais tristes. A tristeza é proporcional ao grau de intimidade que desenvolvemos com a pessoa que parte. Sempre foi assim e sempre será desta forma que as coisas se irão desenrolar. Quando parte alguém que é considerado um vulto da cultura, as pessoas tendem a manifestar-se de uma forma estranha porque só sabem tecer elogios e, muitas delas, nem sequer sabem do que estão a falar. São assim, um bocadinho como eu… Que tenho a mania de botar faladura…

Isto tudo a propósito da morte de Cesárea Évora. A senhora era considerada uma figura da world music. Até aqui acho que é pacífico. Se foi considerada uma figura desse  “gênero” musical é porque o seu trabalho teria, obrigatoriamente, que ter qualidade para tal. Felizes dos que gostavam de ouvir as suas músicas. Como já deu para perceber, não era o meu caso. Aliás, acho mesmo que nunca consegui ouvir até ao fim uma música da senhora. Aquele gênero de música está, para mim, ao mesmo nível que o fado, ou seja, é para desligar ou mudar de estação quando aparece na rádio. Mas respeito quem gosta. Também não tenho outra alternativa que não seja a de respeitar os milhões de pessoas que, pelos vistos, gostam daquilo. 

Ainda podia achar piada à senhora, como acontecia com a portuguesa Amália Rodrigues que era muito engraçada, mas nem isso eu consigo encontrar na senhora. Também nunca prestei muita atenção à sua vida, mas sempre fui sabendo que detestava os portugueses e que tinha muitos motivos para isso pois, no tempo da outra senhora, esta senhora sofreu bastante às mãos dos portugueses. Será sempre uma personagem que ficará na memória das pessoas como uma cantora de Cabo Verde. E chega.

Palpita-me que este post possa vir a ser confundido com qualquer coisa menos com aquilo que me propus inicialmente. É assim a vidinha.

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