Jantar da minha infância. Take 02.

Depois do primeiro grande encontro da juventude (não em Braga, que esses jovens já não são feitos da mesma massa), reunimos um grupo mais pequeno. Foi um jantar muito agradável, muito calmo e com pessoas sensivelmente da mesma idade que viveram muita coisa… há muitos anos atrás. Foi um jantar diferente do outro. Neste conseguimos estar mais juntos e concentrados na conversa. Continuamos a falar das aventuras de há trinta e cinco anos atrás mas não só. Há esse lado íntimo da conversa e que está ligado àquela época mas já se conseguiu passar para as nossas vidas actuais e para os nossos percursos de vida. E somos tão diversos. Mas isso não interessa nada. Eu nem sei explicar lá muito bem. É um sentimento de cumplicidade estranho porque cada um seguiu por caminhos distantes mas ao fim destes anos todos continuamos a querer ouvir o que o outro diz. Adorei estar com eles e com elas. E por falar nelas, essa é uma novidade muito agradável pois passei a conhecer melhor o que elas faziam e pensavam na altura. É que naqueles tempos não havia muita mistura e as raparigas estavam um bocadinho fora do nosso alcance. Tem sido uma descoberta engraçada. Provavelmente, o próximo jantar só deve acontecer lá para meio da primavera, já com outra temperatura, à beira mar, já com quatro ou cinco meses de crise em cima, que é para descomprimir.

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