Será que o padre tem comissão?

Chaves está in. Muito in. E inovadora, como sempre. Pelo menos sou sempre surpreendido quando tenho o prazer de visitar aquela bela cidade. Aliás (como há leões), tenho cá vindo relatar as façanhas inovadoras daquelas gentes. Desta feita, tenho mais uma novidade. Neste caso uma novidade pascal. Coisa da época, portanto. Ia eu, mais a minha rica senhora e a Lola, esse bravo terrier, por uma rua da zona antiga de Chaves quando decidimos virar para uma outra rua e demos de caras com a igreja Matriz da terra. Ouviam-se cânticos, verdadeiros e entusiasmados, que nos fizeram vibrar tal era a intensidade. Lá continuamos em direcção à igreja quando deparamos com um cenário diferente. Estava um casal de ciganos, já entradotes mas viçosos, sentados nas escadas que, mal nos viram a aproximar, saltaram e começaram numa tagarelice pegada a tentarem vender-nos uns raminhos, daqueles que se oferecem nesta época pascal. Mas não eram uns raminhos quaisquer, os deles estavam benzidos…

Ainda estou com a imagem dos ciganos, com os raminhos nas mãos, sempre a abanarem, como se estivessem a vender tshirts na feira, ela com as saias todas e lenço, ele de bigode, chapéu, camisa justa e colada… à enorme barriga, com umas calças que nunca devem ter visto água, mas muito convincentes na sua abordagem comercial…

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