Porque hoje é dia de fartura.

Estou a ficar preocupado. Preocupado com a situação financeira da igreja portuguesa. É a crise a bater à porta dos detentores da verdade. Sim, apesar de serem os detentores da verdade e da virtude, também têm direito à crise. Li uma notícia que dava conta de um decréscimo de dez por cento nas receitas provenientes das ofertas… sim, é aquele guito que os crentes dão na missa, quando passa uma cestinha, em verga, de mão em mão. As pessoas estão a dar menos dez por cento e, tomemos como exemplo uma missa concorrida, se no final do acto o padre recolhia duzentos euros, agora só vai recolher cento e oitenta euros (até o nosso engenheiro Guterres conseguia fazer esta conta…). É realmente uma grande perda para a igreja e para o fundo de maneio que os padres têm…

Não estou crente de que os bispos portugueses irão ter necessidade de venderem os seus potentes carros, de altas cilindradas, mas podemos vir a assistir a um certo refrear nas trocas das viaturas dos padres, ditos normais, e que estão na base da hierarquia da igreja… Já se sabe que são sempre os que estão mais por baixo que sofrem as consequências da crise e não será de estranhar que, quem vai à missa, comece a ouvir os padres a resmungarem… com a crise… com a falta de poder de compra… com a solidariedade… e essas coisas…

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