Pim pam pum… cada bola mata um…

Até me custa escrever sobre as pessoas. Porquê? Porque acho que é muito difícil falar dos outros sem cair no diz que diz e na má interpretação. Logo, é muito mais fácil virar-me para mim. Por variadíssimas razões, que agora não interessam referir, nestes últimos tempos tenho andado mais reflexivo. Nem sempre com o discernimento necessário. Umas vezes, de forma atabalhoada e inconsequente, de outras vezes, mais focado e certeiro. Ambas me têm permitido dar alguns passos em frente apesar de me sentir completamente perdido… é como se desse uns passos de dança… para todos os lados… e muitos deles… para a frente… Sinto-me como se fosse uma peça de um puzzle com mais outras quatro mil novecentas e noventa e nove peças… todas baralhadas, mergulhadas num caos absoluto… mas com a noção de que há uma saída… Outras vezes sinto-me com se fosse um espermatozoide negro, no meio de milhões de espermatozoides brancos, completamente desorientado, sem saber o que fazer e a achar que estou no sítio errado, ainda por cima, no tempo errado…

E depois, penso neste mundo, na relatividade de tudo, das relações de grandeza e importância que dou às coisas. E depois, penso como falho todos os dias. Comigo. Com todos os que amo. E sinto-me péssimo.

Leave a Reply