A tradição continua a ser o que era. Não há mudanças, portanto!

Ontem li uma notícia, pequenina, da qual constava a indignação de um bispo português, mais concretamente o bispo das forças armadas. Sim, as forças armadas têm um bispo… Mas adiante, o importante da questão está relacionado com o tipo de vocabulário que o senhor bispo utilizou, muito fora do comum para a profissão, ou seja, os profissionais da bispalhada não costumam utilizar os termos que este seu colega utilizou. A classe tem, por tradição, fazer uso de uma linguagem mais cuidada e menos arruaceira (cenas que aprendem nos bancos do seminário…). Esta é a parte com piada que aparece na notícia, que haja um senhor bispo em Portugal que fala como um carroceiro chic, que mete a boca no trombone e que desata a chamar corruptos aos nossos responsáveis políticos.

Tirando a parte engraçada, desconfio de que tudo isto não passa de folclore. Se olharmos para o passado, facilmente percebemos que o clero português sempre soube defender os seus interesses. Na minha modesta opinião, o clero sempre teve um discurso dissimulado, querendo passar a ideia de que sempre esteve ao lado dos mais desprotegidos, mas nunca esquecendo de zelar pelos seus interesses, nunca descendo do pedestal em que se encontram.

Palpita-me que foram aos bolsos do senhor bispo, que é o das forças armadas… e que este não gostou… esperemos pois para ver, com a certeza de que esta gente nunca foi, não e nunca será inocente, que por detrás de umas singelas palavras poderá estar sempre uma intencionalidade escondida… já é tradição!

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