Oh Luisão, tu és um gajo feio, mas não precisavas de ter feito aquilo…

Época palerma. É aquela em que nos encontramos. Há quem lhe chame silly season. Um estrangeirismo, portanto. Eu cá prefiro o portuguesismo. Estou mais habituado. Cresci por aqui, digamos que estou mais dentro do assunto português. Mas esta época palerma tem muito que se lhe diga. Pode estar associada a muita coisa, à política, à crise, e a tudo o que nos apetecer mas é, sobretudo, o futebol que vai dando um ar da sua graça. Uma graça palerma.

Sem querer destilar ódios clubísticos, não consigo perceber como é possível que um jogador de futebol com a experiência do Luisão (o jogador mais feio a jogar em Portugal) tenha uma atitude daquelas, em que dá uma bordoada num árbitro com vinte anos de experiência (… se ainda fosse num novato…) e o deixa caído no chão, inanimado. É uma agressão, para todos os efeitos, é uma agressão. Mas o mais engraçado disto tudo é que todos os funcionários do clube das gaivotas acharam imensa graça ao episódio e desataram a rir, como se fosse um filme do Woody Alen, que tem um sentido de humor muito peculiar e que eu tanto aprecio. Poderia ficar por aqui, podia, mas o assunto é bem mais grave do que a imprensa e as televisões querem fazer crer. Em Portugal, existe um poder instituído que acha que se deve branquear tudo aquilo que seja negativo para o clube do regime (eu sei, é uma palavrinha do antigamente… mas ainda é uma realidade…) e esquecem-se muito rapidamente das suas posições ultraortodoxas pela verdade desportiva. Relembremos, muito rapidamente, os escaparates dos jornais quando se deu o caso do túnel (que permitiu às gaivotas vencerem o campeonato desse anos…) em que os jogadores do fêcêpê foram crucificados em hasta pública. Sim, em hasta pública, porque era a ver quem mais malhava no ceguinho… Agora, os jornais, referem o caso ao de leve, muito levemente, como quem não quer a coisa, para nos impingirem a ideia de que foi tudo uma palhaçada de um árbitro, com vinte anos de carreira, que decidiu, sem mais nem menos, acabar com um jogo amigável só porque… lhe apeteceu.

Apesar de não gostar do clube das gaivotas, tenho de reconhecer que é uma grande instituição desportiva portuguesa, que tem milhares de pessoas interessadas na sua actividade e que já tem um passado digno de respeito. Mas também me sinto à vontade para perceber que essa instituição deveria ser servida por pessoas de outra dimensão intelectual e cultural. O que assistimos, é a um verdadeiro assalto por parte de pessoas sem o mínimo de qualidade, aos órgãos de decisão da instituição e que em nada dignificam as gaivotas. É claro que, como adepto do fêcêpê, me sinto tentado a gozar com toda esta situação mas, quando me ponho a pensar melhor, facilmente consigo perceber que seria muito mais saudável competir com um clube que estivesse nas suas… completas faculdades… mas também não posso fazer mais nada… eles que se entendam…

E por falar nisso! Vocês os três, façam um quadrado…

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