Que dia…

Hoje tem sido um dia complicadito, para não dizer uma asneirita… Quando as coisas começam a correr mal, acabam por aparecer outras coisas que ainda correm pior. Ultimamente, esta singela casinha, tem dado problemas atrás de problemas. Foi um cano de uma casa de banho que começou a verter mas que foi o seguro a pagar, que é para isso que lhes pagamos. Foi um aborrecimento por causa das obras, do pó, do desconforto e mais uma data de coisas. Mas já ficou pronto. Na noite anterior a ir de férias foi uma persiana que encravou e tive que estar a desmontar aquela tralha toda para ver se a deixava fechada. Lá se fez. Hoje de manhã, comecei a montar a estrutura do resguardo novo para a casa de banho que tinha sido arranjada. Lá andei às voltas com aquilo. Furo para aqui, furo para acolá e a coisa ficou assente. Chegada a altura de colocar um vidro… não percebi como aconteceu… o que é certo é que o raio do vidro escorregou-me das mãos e… ficou desfeito em mil pedaços. Ninguém se feriu com gravidade mas foi um desconsolo e fiquei com tanta raiva… pela asneira que fiz, que demorei um bom bocado até me acalmar. Como se não bastasse, estava eu no quarto, com a porta fechada, na treta com a minha rica senhora quando me levanto para sair e me dirijo à porta… a maçaneta… nada. Estávamos trancados no quarto. Felizmente que estamos em férias e as minhocas não têm escola e lá foram elas que nos abriram a porta, da parte de fora. Toca a desmontar tudo, a apertar os parafusinhos todos como deve ser e a coisa ficou por ali. Já que estava com a mão nas ferramentas… fui arranjar uma outra persiana, a do quarto das minhocas, que também não descia… nem subia. Estava amuada. Toca a desmontar aquela cangalhada toda, ainda endireitei aquelas travezinhas brancas que agora não me lembro do nome e… nada. Continuava amuada. Não se mexia. Depois de andar às voltas com aquilo lá consegui perceber que vou ter de cortar o cabo que lá está e meter um novo… nem sei se vou conseguir fazer isso… só porque tem para lá uns nós, do tipo marinheiro, que eu não sei dar. Às tantas vou ter de chamar um homem que perceba de amuos de persianas… mas onde é que há desses homens?

E a vida lá continua, e vai continuar, num destes dias com uma ida ao telhado para limpar as caleiras. Deve estar cheio de ninhos de pombas e afins… Mas ainda bem que não fui lá hoje porque, com a raiva que eu estava, se apanhasse alguma pomba a jeito… mandava-lhe uma biqueirada que ela até voava mais depressa…

E foi assim o dia de hoje. Giro!

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