Haja sossego!

Acabado o trabalho, chegou a hora de não pensar em nada. Também não pensar em nada é um pouco demais. Digamos que vou deixar de pensar em aborrecimentos, para não dizer chatices. As minhocas andam lá fora, na rua, em grupo, a pedir doces à porta das casas. Não sei como está a correr mas palpita-me que não vão ter sorte nenhuma. Não há tradição e parece-me que não vai haver tão cedo…

Entretanto a minha rica senhora foi para a hidro-bike, queimar neurónios, enrijecer as carnes e espairecer… e eu, aqui em casa, sossegadinho, no silêncio. Já tinha saudades de chegar a esta hora e não ser a confusão que costuma acontecer por estas bandas, com banhos, jantar, cães com fome e telejornal pelo meio…

PS. Acabadinho de escrever e eis que batem à porta as minhocas. Vieram cheias de doçaria e a minha alma ficou parva. A generosidade das pessoas para com as crianças é uma cena muito simpática e genuína. Estavam radiantes com a experiência.

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