Só eu é que acho que estou normal…

Não tenho andado lá muito bem. Cá em casa dizem que ando a falar mais alto do que o normal. Interrogo-me sobre o conceito de normal. O normal, para mim, é falar alto. É um verdadeiro aborrecimento mas eu falo alto porque tenho um vozeirão que não se pode. É horrível, eu sei, mas é a voz que o senhor que está lá em cima e os genes dos meus progenitores decidiram que eu haveria de ter. Apesar das circunstâncias que limitam a minha postura vocal, ponho-me a pensar se será mesmo verdade que ando a falar muito alto. Questiono-me mesmo. Será que o tom de voz está para além dos limites próprios que um verdadeiro pai de família deve ter? Ou será que já não é bem um tom mais alto do que o devido e ficamos pelo conceito do berro? Já não tenho bem a certeza! Sou um ser humano, como todos sabem, mas um ser humano sem muitas certezas. São muitos pontos de interrogação que pairam à minha volta. Nunca hei-de conseguir deixar de pensar neles. Nos pontos de interrogação, claro… mas tenho de pensar que para a frente é que é o caminho e por isso acho mesmo que tenho andado um pouco tenso, meio aparvalhado. A única justificação, para além da eterna parvoíce que me sacode, é a falta de nicotina. Já não fumo há, mais coisa menos coisa, um mês… deve ser por isso…

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