No meio disto tudo eu só queria dizer que necessito de aconchego!

Como ainda existe internet, como as minhocas estão já a dormir e a minha rica senhora está na cama com uma gripe desgraçada, eu aproveito para ouvir Barry White. Eu sei, já não se usa aquela cena do I love you baby, uhmm, and so on… mas eu gosto. Também gosto de viver a vida, mas isso já toda a gente sabe. E gostava que muitas outras coisas fossem diferentes. Gostava de ter uns phones em condições ou então umas orelhas direitas onde os phones que eu tenho encaixassem na perfeição, só para ouvir o raio do Barry… o Branco… Depois, gostava que as pessoas não olhassem para o seu corpo com reticências. Acho que metade dos homens e três quartos das mulheres que existem em Portugal passam a vida obcecados com o seu próprio corpo. Se estão demasiado gordos e gordas. Se o rabo está a ficar descaído… se as maminhas já tiveram melhores dias… se a cerveja está a ganhar terreno no estômago… se as unhas dos pés parecem autênticos cascos ou se as brancas são umas tiranas e não saem do pedaço… Tudo isto é demasiada pressão. Tudo por culpa do maldito envelhecimento. Mas é uma falsa questão. O envelhecimento tráz-nos muitas coisinhas boas… bem, muitas… também não será assim, mas uma tráz-nos com toda a certeza: sabedoria! Quem não gosta de ser mais sabedor? Quem não gosta de olhar para trás e perceber todo o percurso? Repito: Quem não gosta de ser mais sabedor? Agora, seriam dois parágrafos e a conversa seria retomada mas como eu não sou normal, retomo-a mesmo aqui, sem os dois amigos dos parágrafos! Seria bom ter a sabedoria e ser mais novito… ahahahahahah! Este é um riso daqueles que se costumam colocar nas redes sociais. São por demais evidentes! Claro que sim! É uma das tais verdades de La Palisse, aquele senhor que é vulgarmente confundido com um órgão sexual! Pelo menos na minha escola costuma acontecer!  Todos nós dávamos o rabinho para ficarmos mais novos e até podia ser por um passe de mágica, do amigo David, o tal que deu umas voltas com uma tal de Cláudia, e de repente aparecíamos com menos dez anos. Que tal? Dez anos chegavam? Para ser sincero? Não! Gostava mais que fossem vinte anos! Como diz uma amiga minha: seria a pura da loucura! Agora a sério. Esta é uma conversa que não faz sentido. Tal e qual como eu! E o mais arrepiante é que isto poderia continuar durante horas, dias… uma eternidade… e não foi esse o propósito… aliás, não me lembro de qual foi o propósito inicial…

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