Acho que vem aí 2013!

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Geralmente, tenho cinquenta e um anos de vida, mas há alturas em que me sinto com sessenta e um anos de vida. Este ano, que está prestes a terminar, deu cabo de mim. Envelheceu-me. Olho para o espelho e vejo uma pessoa que conheço vagamente. Não quero acreditar que estou no estado em que me encontro. Fico desconfiado. Será que sou mesmo eu? Acabo por ir espreitar as fotografias que foram tirando ao longo deste ano. É pior a emenda do que o soneto. Nas fotografias apareço sempre com muitas olheiras, os olhos caídos, o cabelo a ficar branco, a pele sem brilho (a minha mana diz que é dos cigarros que fui fumando ao longo da vida…), as costas curvadas… A minha sorte é que não tenho filmes porque senão ia ser uma tristeza reparar que ando devagar, devagarinho…

Eu acho, mas sou mesmo só eu a achar, que não vou aguentar outro ano a dormir só seis horas por dia. Consta-se que, quando se caminha para a velhice, se começa a dormir menos, cada vez menos, mas eu não sou nada crente e por isso acredito que tenho é que começar a dormir mais um pouco por dia. É dormir e deixar de me preocupar com dinheiros. Vamos todos passar por um mau bocado. As minhas minhocas já perceberam que estamos em crise e estão cada vez mais comedidas nos seus singelos pedidos. Fico satisfeito por perceberem que não há nenhum drama se não conseguirmos comprar tudo aquilo que desejamos. Apesar de não ser crente, acredito que vai ser um ano de viragem nas nossas vidas. Na continuidade deste ano, vou acabar por deixar de ver televisão (apenas vejo as notícias enquanto faço o jantar) o que me deixa muito tempo livre. Estou a preparar o escritório para poder trabalhar naquilo que gosto (desenhos em pequenos formatos) e espero começar o trabalho de ilustração do outro livro que a minha rica senhora está a acabar. E vou ler. Continuo com uma necessidade enorme de ler. Este ano que agora finda já foi muito bom pois consegui ter algum tempo para ler mas não me chega. Não é que eu seja uma verdadeira máquina de leitura mas estive alguns anos em que, devido à constante solicitação das minhocas, não tinha tempo nem disposição para pegar regularmente num livro. E fez-me falta. A ver se recupero. E depois há a vida ao ar livre. É outra necessidade que eu sinto que estou em falta. Umas caminhadas no Parque da Cidade ou à beira mar, na companhia da minha rica senhora, das minhocas e das duas cadelitas seria uma mais valia, então se for em pleno inverno, com frio mas com sol, adoro. Depois, há sempre aquela cena da saúde, que sem ela não adianta nada fazer planos. Por isso, nada de exageros na alimentação e na bebida…

Fazer balanços no final de mais um ano é meio palerma mas eu sou meio palerma por isso não me canso de acreditar que todos os anos podem ser diferentes e como não me tenho dado mal com a ideia, há que continuar a acreditar. Isto tudo apesar de não saber fazer um balanço em condições… mas fica a intenção.

Para terminar, como não podia deixar de ser, queria desejar a todos um ano diferente, mas bom, com muita genica e que cada um encontre o buraquinho da fechadura da sua felicidade.

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