RTP. O que mais nos espera…?

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Confesso saber que poderei chocar algumas mentes mais conservadoras… mas… é o que eu penso. Mas qual é o raio do assunto? Qual é o raio da opinião? Será que é sobre a importância de se beber um belo de um scotch logo pela manhã? Ou a importância de se aparar os pêlos do nariz antes de sair de casa? As opiniões podem ser sobre aquilo que nós quisermos e eu, para não fugir à regra do bom português, também gosto de ter opinião sobre quase tudo. Desta vez é sobre a RTP, sim a televisão pública portuguesa. Sem estar muito por dentro, porque é habitual estes processos serem pouco transparentes, tenho vindo a acompanhar o que se vai dizendo sobre o assunto. Aqui há dias, li uma notícia que a administração da RTP definiu um tecto salarial de quinze mil euros para os seus trabalhadores. Sim, é isso mesmo, quinze mil euros. Daqui só posso tirar duas conclusões: a primeira é que os trabalhadores, pelo menos alguns, são principescamente pagos; a segunda é que para ter sido imposto um tecto salarial é porque haveria muito boa gentinha a ganhar mais… imensamente mais… Este será um bom ponto de partida. Sempre me pareceu que uma estação pública não deveria, em circunstância alguma, pagar ordenados semelhantes aos que são pagos nas estações privadas. Se as outras estações conseguem pagar aquelas alarvidades de dinheiro… é lá com eles e eu, como português pagante de impostos e em dia, não tenho de me meter o bedelho, como se diz na minha rua. Agora uma empresa pública, que me obriga a pagar uma taxa para poder existir (mesmo que eu não a queira ver nem saber dela…) e que ainda leva uma grande fatia dos impostos de todos os outros portugueses para continuar a existir não pode, de maneira nenhuma pagar como paga. Eu não estou a defender que devem ser todos mal pagos. Ok, é uma profissão que vive da imagem e as carinhas larocas fazem-se pagar a peso de ouro mas o que não falta em Portugal é uma carinha bonita a querer aparecer… A qualidade das televisões está muito nivelada pela negativa e não se percebe onde é que os decisores conseguem ver uma diferenciação dessa mesma qualidade que justifique os valôres astronómicos que são pagos aos apresentadores que deambulam pela RTP. Pelo menos eu não consigo perceber o porquê de um João Baião (e nada me move contra o rapaz) ganhar uma tonelada de dinheiro para fazer o que faz, que é sofrível… Para quê? Para aumentar os níveis de audiência? Não me parece que o consiga fazer nem tão pouco é esse o propósito da televisão pública existir… Então porque é que se paga de forma escandalosa a estas pessoas? Porque é que este tipo de pessoas têm o estatuto social que têm? Bem, esse já será outro problemazinho… que não é para aqui chamado. Interessa saber se a RTP deve ou não ser privatizada. Interessa saber como vai ser feita a famosa (desde ontem…) reestruturação. Será que vão gastar os tais quarenta milhões de euros na reestruturação (leia-se despedimentos) para depois a venderem e quem a comprar já não ter que gastar esse dinheirinho em despedimentos…? A ver vamos. Vamos ver como param as modas. Pessoalmente acho mesmo que deveríamos vender aquilo tudo porque acho que é um sorvedouro de dinheiro e porque não cumpre minimamente os requisitos de serviço público, ou seja, estão mais interessados em concursos e programinhas da treta, com total bajulação das estrelas da estação e com as mordomias que não deveriam estar implícitas… Esta RTP não deve, nem pode, continuar a existir nos moldes actuais. Fiquem com a RTP 2, vendam o resto, ficávamos todos felizes e com muita mais qualidade informativa, cívica e cultural… Esses são, ou deveriam ser, os princípios elementares dum serviço público de televisão! O resto…

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