Como diria o meu aluno RG: agora pensem!

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Dizem os cientistas, e são eles que o dizem…, que o álcool só deve começar a ser ingerido depois dos dezoito anos. Dizem eles que o álcool afecta o desenvolvimento do cérebro e dos órgãos. Se eles o dizem, eu acredito pois não me custa nada perceber que poderá mesmo ser como eles dizem. Afinal, eles é que estudaram o assunto. Alguém, dos comuns dos mortais, poderá discordar? Não me parece. Só se for outro cientista, com uma outra teoria. Mas nós, pessoas comuns e pouco versadas nas ciências, limitamo-nos a acreditar no que os cientistas concluem e dizem. Quem diz nós, os comuns, também diz os nossos comuns políticos. Sim, esses seres que são uma pequena fatia do ser português. Estes seres têm coisas muito peculiares. Digamos. Tomam decisões, que afectam muitos dos outros portugueses, de uma forma… que vou classificar de… irresponsável… para ficarmos por aqui. E voltando aos cientistas, diria que os nossos comuns políticos devem ter todos uma costelinha de cientista. Daquelas costelinhas de porco, que são excelentes quando grelhadas em lume brando… Se não, vejamos. O governo português aprovou hoje uma lei que restringe a venda de álcool, do pesado, do branco, do espirituoso. Isto é, a partir de hoje (ou quando sair em Diário da República…) só os maiores de dezoito anos é que podem consumir as tais bebidas nos locais públicos (porque as cenas de garagem vão continuar a existir…). Quem não está de acordo, que levante o braço! Acho eu que, se os cientistas, cientistas, dizem que está bem assim… então ninguém vai objectar. Digo eu! Mas… não é bem assim… Porquê? Porque aparece sempre o tal do político, o da costelinha de cientista, que acha que se deve aplicar uma variante. E qual é ela? Pergunta o comum dos mortais. Deve ser qualquer coisa que faça sentido, comentam entre eles. Será? Mistérioooooo

Passado o mistério, ia eu a dizer que o tal governo, o que temos por estas bandas, aprovou hoje a tal lei do álcool. No entanto, essa mesma lei contempla uma excepção, por assim dizer. É que a cerveja e o vinho podem ser vendidos a maiores de dezasseis anos! Sim, perceberam bem! A cerveja e o vinho! Não me parece que a cerveja e o vinho não tenham álcool. Têm e se essas bebidas forem ingeridas em exagero… dão em… o outro dizia: é só fazerem as contas… eu digo: é só visitarem as urgências ao sábado à noite…

Abreviando. Não dá para perceber o porquê desta excepção, pois não? Vá lá, façam um esforço e tentem encontrar uma razão lógica para que esta medida tenha sido tomada ou então uma razão estapafúrdia, tão ao jeito do comum político português. Não conseguem? Eu só vou deixar uma pequena pista, pequenina mesmo, do tamanho do comum político português: quem será o vice presidente de um partido do governo que é presidente de uma conhecida cervejeira portuguesa? Quem será? Já chegaram lá, certo, agora pensem.

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