Cavaco e Tiririca. Venha o diabo e escolha!

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Já acabei o trabalho de casa. Agora só à tarde é que vou dar aulas. Tenho, portanto, algum tempinho para pensar na vida. E a minha vida é importante, pelo menos para mim é… mas posso perder sempre algum tempo com outros assuntos, daqueles que não interessam a ninguém… só mesmo a uma pessoa que acha que a sua vida é mesmo importante… Enfim, adiante, que se faz tarde. O assunto é o seguinte. Ontem fui de carro trabalhar. Podia ter ido na minha bela Scarabeo… mas não fui. E no carro ouço notícias. Gosto de ir com o rádio ligado a ouvir o que os senhores dizem… a conduzir muito devagarinho, que até estorvo, mas atento às notícias. E ontem fiquei orgulhoso. Orgulhoso por saber que ainda temos presidente da República. Que o nosso presidente ainda consegue falar, pelo menos quando não está com a boca cheia de bolo rei. Finalmente apareceu e logo no dia em que o outro, o da Venezuela, foi mais noticiado que o menino Jesus. Devia ter tido medo que nós, os portugueses, também achássemos que ele tinha quinado. Claro que ninguém deseja que o homenzinho passe para o outro lado. Que dure muitos anos para ver se consegue gozar a reformita mas, e isso seria muito bom, longe, muito longe da vista… talvez enfiado na villazita que tem nos Algarves ou num camarote do Pavilhão Atlântico…

Lido assim… pode parecer muita raiva da minha parte, mas não é. É mais desprezo e sentimento de tristeza por termos um homenzinho deste como presidente da República Portuguesa. Todos sabemos que o homenzinho só sabe fazer contas, algumas de somar e outras de subtrair. As de multiplicar e as de dividir são mais difíceis. Todos sabemos que o início dos inícios do descalabro orçamental, do betão e das obras faraónicas começou no consulado deste homenzinho. Também todos sabemos que o caso de polícia mais badalado e que nos está a asfixiar financeiramente foi perpetrado pelos muchachos deste homenzinho. Também ficamos a saber que eticamente o homenzinho é uma nulidade porque ganhou um dinheirinho extra em acções no negócio dos muchachos e vem com a maior cara de pau afirmar que tudo foi legal. Todos sabemos que sobrevive com algumas dificuldades pois a sua reforma não estica e não dá para tudo. Todos sabemos que ninguém lhe toca e que o seu estatuto de pessoa imaculável, trabalhadora e honesta, foi-se repetindo até à exaustão, à boa maneira soviética, até se tornar uma verdade absoluta, quase um dogma. Todos sabemos que existe uma autêntica listagem… de verdadeiros exemplos que o homenzinho deixou ficar para as gerações vindouras, a dos jotas, e que foram fielmente seguidos… formatando a nova classe política que temos e que presentemente governa ou deseja vir a governar o nosso país. São todos maus, com os mesmos vícios, a mesma linguagem, os mesmos desejos de poder, os negócios obscuros, os interesses e a promiscuidade política.

Irra, que já chega de tanto discurso pessimista! Mas afinal o que é que o homenzinho disse? Entre muitas baboseiras, disse que o verdadeiro artista, aquele que consegue influenciar as decisões a serem tomadas, é aquele que fica recatado no seu palácio, sem querer dar nas vistas porque quando o verdadeiro artista quer muito dar nas vistas, de aparecer nos jornais e nas televisões, para dar a sua opinião… é porque não tem poder nenhum e não consegue influenciar ninguém… E diz mais. Diz que o artista do palácio sabe o que está a dizer porque tem muita experiência. Nunca houve outro artista que tivesse estado dez anos a governar Portugal com mais sete como presidente da República… O homenzinho continua a querer mandar no país e o resto é treta. Acham isto normal? Eu não acho! Acho até que, se fosse possível, já que é desejável, empandeirássemos o homenzinho para não ter de cumprir os restantes três anos do mandato e mandássemos vir, do país irmão, o Tiririca, esse sim, o verdadeiro artista, já que, pior não fica!

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