O “INGIIINHEIIIRO” quer voltar.

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Todos nós temos um lado esgroviado da coisa. Não há como desviar o olhar do assunto. Uns assumem, outros nem por isso. Eu gosto de assumir o meu lado esgroviado da coisa. Às vezes sou mais esgroviado do que coisa… outras vezes sou mais coisa…

Ultrapassado o intróito, gostaria de deixar bem claro que não tenho a mania de que sou mais esperto do que os outros. Não tenho, pronto. Sou esgroviado mas não sou maneirento. Como tal, limito-me a pensar no que me aparece à frente. Todos os dias nos aparecem assuntos à frente, certo? E o que fazemos com eles? Pensamos neles, certo? Está bem! Eu percebo que nem sempre temos o tempo necessário para pensarmos no assunto ou, então, não temos a disponibilidade mental para olhar para o assunto com outros olhos… Acontece.

E vão dois intróitos.

O assunto que me apareceu à frente, há já uns dias, é o regresso do “INGIIINHEIIIRO” a Portugal. Pelos vistos vai fazer parte de um programa de uma televisão, como comentador. Parece que o canal, é o canal do estado… Meio mundo ficou indignado com o assunto, aliás, tenho assistido a movimentos, petições, ameaças, grândolas, indignações e mais não sei o quê contra o facto do senhor vir dar a sua opinião sobre… não imagino o quê… Também não interessa, o que interessa é que esta foi a melhor campanha de marketing político que assisti desde que o nosso amigo, aparador de relvas, subiu ao poder. Se todos nós perdermos um pouco do nosso tempo a pensar bem no assunto vamos perceber que, de repente, muito de repente, toda a raiva popular, do povo português para ser mais exacto, se virou contra o “INGIIINHEIIIRO” e parece que estes senhores que lá estão são uns autênticos sacrificados, que se esforçam por fazer tudo pelo melhor mas que não têm culpa pela herança recebida…

Convenhamos que foi uma jogada de mestre. O canal do estado continua a prestar-se a cenas destas. Não me interessa saber das pseudo razões de pluralidade de opinião no canal… e podem vir a terreiro dizer o que acharem mais compostinho que, para mim, foi a melhor jogada política dos últimos tempos. Nem parece coisa do aparador de relvas e gostava de saber quem teve a feliz ideia. Gostava, pronto.

Por outro lado, para os mais distraídos, pergunto eu se o “INGIIINHEIIIRO” fez alguma coisa do outro mundo? Violou? Matou? Roubou? Não me parece que tenha feito mais do que os anteriores fizeram… Olhemos para o senhor que é o actual presidente da República. Só fez asneiras e acabaram todos a bater palmas. Depois veio o homem que não sabia fazer contas ou… mandava os outros fazê-las… e o que aconteceu? Acabaram todos a bater-lhe palmas porque distribuiu o excesso que tínhamos conseguido amealhar com os juros baratinhos… A seguir veio outro que se pirou a meio e meteu lá um outro que também não sabia fazer contas enquanto foi presidente de uma câmara municipal… e foi corrido. Até que chegou o “INGINHEIIIRO”, cheio de ideias modernas, com um discurso cativante e entusiasmante. Levou os portugueses a pensarem que eram bons, que tinham capacidades acima da média… e isso é música para os ouvidos do português… nada como um bom elogio para nos virarmos para o outro lado da bananeira, sem preocupações e à espera que as coisas sigam o seu normal funcionamento.

Deu no exagero que deu. Todos o sabemos. E parece-me muito estranho que agora todos os portugueses que usufruiram das facilidades e exageros que o “INGIIINHEIIIRO” proporcionou ao país fiquem histéricos, indignados, grândolizados, peticionados e mais não sei o quê só porque o homem quer voltar à terra que o viu nascer… Não percebo como é possível tanta manipulação. Não percebo. Como também não percebo como o anormalzinho do líder do actual partido socialista (sim, há anormalzinhos em todos os partidos e, mais grave, são esses que os lideram…) não vem a terreiro (terreiro é uma daquelas palavras que fica mal pois pode sempre ser acrescentada de “paço” e então a coisa descamba…) e põe os pontos nos iiii. É um merdas e por causa do merdas vamos ter de gramar com outro tipo de merdas.

E eu digo isto de consciência tranquila pois não sou gajo para este tipo de merdas…

Fui. Desenhar.

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