Estamos entregues à bicharada.

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Hoje é dia de crónica palerma. Tem dias assim. Aliás, tem palermice todos os dias, crónica, tem de vez em quando…

Apetece-me dizer patetices sobre o homem que come bolo-rei de boca aberta. Não sei lá muito bem porque me dou ao trabalho de dizer umas patetices sobre um personagem que, como único motivo de interesse, tem o facto de comer o dito bolo-rei com a boca aberta e que projecta autênticos meteoritos, envolvidos em frutas secas, contra todos o que o rodeiam… Um homem perigoso, portanto.

As minhas patetices já não passam pelo lado sério do assunto, pela situação confrangedora do país ter que gramar com este homem há mais de trinta anos… Já não vale a pena. Vamos mesmo que ter de o aturar até ao fim do mandato. Há pessoas que nunca vão conseguir perceber que o mundo existe para além dos seus interesses. Tenho a nítida sensação que este homem, quando atinge algum dos seres humanos que o rodeiam com um pedaço de bolo-rei, vai achar que a culpa é do desgraçado que não tinha nada que estar naquele sítio…

Como é bom de perceber, eu não tenho nada contra as pessoas mais velhas… para lá caminho… mas sempre achei que todo o ser humano deve fazer um esforço por perceber quando se deve retirar e deixar de desempenhar as funções para as quais já não consegue a excelência… No caso do homem que come bolo-rei de boca aberta, esta última afirmação não conta… pois nunca conseguiu a excelência… mas há sempre um limite que não convém ultrapassar… e esse é outro dos aspectos confrangedores… o homem anda sempre nos limites…

Desta vez teve uma gazada cerebral, inspirada nas celebrações religiosas portuguesas mais conhecidas, e desatou a afirmar que o facto da troika ter avaliado positivamente o desempenho do governo português se ficou a dever à nossa senhora… Isto não é normal! Ainda fiquei na dúvida e a achar que o senhor se estava a referir à sua Maria. A Maria, a tal que tem uma reforma de oitocentos euros e que anda muito descontente com a perspectiva de ter que sair do palácio no final do mandato para voltar à sua vida normal, a contar os tostões, à semelhança de milhares de outros portugueses. De qualquer maneira, não consigo perceber como foi possível uma afirmação deste calibre, que relega para o esquecimento o trabalho dos seus colegas do governo, que tanto se têm esforçado por… destruir o país?

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