Greve de professores. Vão chover insultos…

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Todos nós temos as nossas opiniões e as nossas convicções. Eu tento ter as minhas. Não me preocupo muito sobre o que os outros pensam ou deixam de pensar acerca das… minhas opiniões. Bem lá no fundo, tento ser igualzinho aos outros e, como eles, também tento pensar pela minha cabeça. A bela e confusa introdução vem a terreiro porque, pelos vistos, vem aí uma greve de professores e é uma boa altura para eu meter nojo com a minha opinião que, diga-se de passagem, não interessa nem a um menino, de seu nome Jesus.

Independentemente das razões, umas mais válidas do que outras, o nosso amigo de bigode, parecido com a mãe, decidiu convocar uma greve para todos os professores. Uma greve aos exames nacionais. Já lá vamos. Antes, gostaria de tentar perceber como é que este homenzinho continua à frente dos sindicatos de professores. Ele que comandou as tropas contra um governo socialista (que nunca chegou perto dos limites a que o actual chegou… e que era mais à esquerda dos que lá estão agora…) que manobrou e mobilizou os professores para a “luta” que lhe dava mais jeitinho (agenda política… a quanto obrigas…) com os resultados vergonhosos a que todos assistimos durante a última greve aos exames nacionais e que foi o responsável pela imagem negativa que a sociedade tem dos professores… Como é que ainda tem o poder de decidir sobre o que estes podem e devem fazer? Interrogo-me e não encontro resposta. Porque é que este homenzinho não volta às escolas? Porque é que não vai dar aulas e então teria toda a legitimidade para fazer as greves que muito bem entendesse, descontando o que não desconta agora…? Não consigo mesmo perceber porque é que não é substituído no cargo que tão mal desempenha? Eu sei! Porque há muitos colegas/amigos/palhaços como eu, que não são sindicalizados e, por isso mesmo, não têm legitimidade para o correrem dali para fora… Mas que me irrita… isso é dizer pouco…

Voltando aos exames e à greve que se avizinha. Muito claramente, eu não vou fazer greve. Não por me sentir mandado ou manobrado pelo homem de bigode, mas muito simplesmente porque não sou capaz de tomar uma atitude que visa prejudicar directamente largas centenas de miúdos e miúdas que têm nos exames um momento de avaliação extremamente importante para as suas vidas. Para muitos deles, os exames constituem um momento de grande stress e de grande tensão, por isso não me consigo imaginar a fazer uma greve com estas características. É a minha opinião, lá está, vale o que vale, mas não me peçam para lixar alguém só para que eu tenha mais qualquer coisa. E depois, depois, tenho cá um pressentimento que os professores só vão arranjar lenha para se queimarem… Oxalá eu me engane!

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