Hoje vou para a cama mais tarde.

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Há uma cena qualquer que diz: quem nunca pecou, que atire a primeira pedra. Literalmente, não deve ser nada assim, mas é parecido. Que se há-de fazer? Sempre fui pouco adepto da memorização, principalmente depois de ter torrado o cérebro com coisas que não devia. É oficial. Mas voltando ao que realmente interessa (e… os pormenores literais… não interessam a ninguém e só fazem perder tempo), quem é que nunca pensou ser algo que não é? Quem não gostaria de ser uma outra personagem? Eu gostava de ter sido outra personagem. Não tenho, mesmo, problemas em afirmar isso. Não que me sinta frustrado com a minha vida. Não estou, e agora é literal, não estou nada frustrado com a minha vida. Mas que gostava de ter sido outro personagem, lá isso gostava. Nem sequer vou perder tempo a explicar o personagem. É um personagem que paira na minha cabeça. Podia ser de outra cabeça qualquer, mas não é. É da minha.

E depois, depois ponho-me a pensar na vida… depois da personagem… e olho para mim, percebo quem sou e para onde vou. Aliás, vamos todos para o mesmo sítio. OUHOUHOUH! Parou! Foi mau! Já sabemos todos que vamos morrer, mas não havia necessidade de falar nestas coisas, pelo menos assim, no meio de uma “cumbersa” fraterna. Mas acabamos por pensar na vida que estamos a levar. No que fizemos e no que ainda iremos fazer. Naquilo que fomos e naquilo que nos tornamos. Envelhecer bem é fundamental. A eterna juventude não existe. Perceber que o nosso corpo não consegue acompanhar a nossa mente é a coisa mais difícil e a mais importante… para pessoas da minha idade. A minha pujança intelectual não tem nada que ver com este corpinho de sereia… acho que elas não se conhecem… eu acho, mas sou só mesmo eu a achar, que elas sabem da existência uma da outra… mas não querem saber. São umas desprendidas. Que só gostam do bem bom. E não têm bigode, porque se tivessem, eram parecidinhas à mãe. Fui.

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