Estou a ver a vida a andar para trás.

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Vai ser um ano bonito, tal e qual aqueles que batem no… parapeito. Não quero cá voltar para me queixar por isso fica já tudo arrumado e não se fala mais nisso. Este ano acho que estou com a cabeça mais descansada, mais tranquilo e com vontade de fazer coisas. E vou fazê-las. Dê lá para onde tiver que ser. Estou naquela fase da vida em que ou é agora ou nunca. Sem exageros, mas é mais ou menos isso. Quero trabalhar para mim. Quero desenvolver as minhas coisas, as minhas ideias e só vou estar preocupado com a minha profissão dentro dos limites legais. Nem mais nem menos. Os meus alunos vão continuar a receber a minha atenção e a minha dedicação mas vão ter de compreender que tudo pode ser realizado, durante o horário estipulado. Para além disso… eu não vou existir. Vai ser difícil porque são muitos anos a trabalhar sem contabilizar as horas que se “perdem” com a escola mas, muito sinceramente, não quero saber de mais sacrifícios. Não me pagam para isso. Faltam-me treze anos para a reforma. Ganho menos do que ganhava há seis anos. Trabalho cada vez mais com papéis. Estou numa classe profissional que é mal vista pela sociedade. Trabalho para um ministro que é uma nulidade e que compactua com verdadeiras injustiças. Ando a perder a minha capacidade crítica porque tenho de aturar leis e formas de funcionamento perfeitamente… idiotas, para não dizer pior. Por vezes sinto-me, novamente, um adolescente, revoltado com o mundo. Não posso, não devo e não quero perder a minha sanidade mental, que já é pouca…

Se calhar está na altura de fazer contas de cabeça, que nunca foram o meu forte… e aceitar o malfadado plano de rescisões e ir à vida… que se faz tarde…

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