Porque tenho saudades!

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Gosto de me confessar. Não é ao padre, claro, é mais com a minha consciência. Neste caso, a minha consciência está na ponta dos dedos. Não, não é nada disso que estão a pensar. Não tenho a consciência na ponta dos dedos para esfregar nos mamilos ou, quem sabe, pelo corpo todo. Não, nada disso. É mesmo com estes dedos que eu escrevo no portátil. Só isso e nada mais do que isso. E nas teclas estão as palavras. Poderia começar a divagar e escrever qualquer coisa do género: estão são as palavras que nunca te direi… mas não me parece. Não me parece que, agora, depois de velho, vá começar a citar quem quer que seja. Não tenho muita paciência para isso. Sou mais terra a terra… Quem por cá anda, atento, já percebeu que as emoções saem da mesma forma e à mesma velocidade a que entram. As emoções não existem para serem pensadas. Existem para serem vividas. Parece simples, certo? Eu também acho. As emoções são o motor da nossa existência. Todos nós precisamos de emoções. Eu não sei se preciso de mais ou menos emoções do que os outros. Não me interessa muito saber se sou mais emotivo do que o vizinho do lado. Isso é problema dele. O meu problema são as minhas emoções. Assim, no plural. Sim, eu tenho emoções. Muitas. Emociono-me com muita coisa mas não sou propriamente uma dona de casa emocionada. Emociono-me com… emoções. Diz assim: “Emoção é uma experiência subjetiva, associada ao temperamento, personalidade e motivação” . Eu tenho a certeza de que tenho estas três actividades mentais, logo emociono-me.

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