Jorge Jesus. Tomo I.

burros

Conseguir escrever um post sobre o Jorge, sim, o Jesus, é obra. E é obra porque é demasiado complexo… engloba um universo de seis milhões de pessoas. Pessoas essas que têm vidas. Todas diferentes umas das outras mas que vão desaguar na paixão pelo Jorge Jesus. Todos os seis milhões têm essa paixão em comum. E isso dá que pensar. São muitas pessoas. Ultrapassam, largamente, metade da população portuguesa. Fazem opinião. Ditam as tendências. Tendem a ocupar os lugares de decisão e nem é necessário referir os governantes, já me fico pelo triste presidente da edp (triste porque o homem anda mesmo triste como a noite porque o Jorge não lhe conseguiu dar o título que ele tanto desejava… para revitalizar a economia portuguesa…). É uma grande parte do país que tem os olhos postos no Jorge (que me desculpem os mais puristas por tratar o Jorge Jesus por Jorge, mas essa é a forma carinhosa como o presidente do clube dos coisinhos se lhe dirige… por isso não resisti… sou um ser humano, com as minhas fraquezas…).

Já perceberam a real importância do Jorge no panorama português? Ainda não pensaram calmamente no assunto? Bem me parecia! Se tirarem dois dedos do vosso tempo e reflectirem sobre a importância que o Jorge tem na vida portuguesa depressa vão chegar à mesma conclusão que eu. O Jorge encarna o sentir de uma parte do povo português, uma grande parte, aliás. É como a democracia. A maioria representa um povo. A partir desse ponto de partida… as coisas levam um rumo próprio, no caso, um rumo muito próprio (até parece a cena política portuguesa… mas isso é outra conversa…). Por falar em rumo e em ponto de partida, se andarmos para trás, muito para trás, e não sendo eu um verdadeiro conhecedor da carreira do Jorge, todos sabemos que andou uns anos a dar uns chutos na bola. Foi um jogador normal. Ele é um pouco mais velho do que eu e, sou sincero, nunca tinha ouvido falar nele como jogador… mas eu também não sou exemplo porque nessa altura vivia, e ainda vivo, numa zona do país que era muito isolada e as informações eram muito escassas… felizmente que tudo mudou e hoje a situação é bem diferente. Deixamos de ser a província, longínqua, subdesenvolvida e passamos a receber as notícias em primeira mão. Passamos a poder receber as notícias sobre o Jorge. O que é que o Jorge pensa. Passamos a saber tudo o que o Jorge diz, o que faz, como o faz e como o diz. Não nos falta nada. Agora imaginem, ou façam um pequena ideia (até já pareço o Jorge…) da verdadeira parafernália de informação a que os outros seis milhões devem ter acesso… eu nem consigo imaginar. Um verdadeiro culto da personalidade… somente ultrapassado pelo grande líder da Coreia do Norte (Jorge, pá, esquece… esse é mesmo imbatível!).

Perante um personagem deste gabarito, que nos esmaga e nos deixa completamente inertes, é difícil reagir. Só mesmo um povo muito forte consegue resistir às adversidades. E o Jorge é uma verdadeira adversidade.

Querem saber mais? Pois é! Mas tenho a minha rica senhora à espera e como não a trocava pelo Jorge, amanhã há mais!

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