Os mesmos do costume.

2013week31_007

Este fim de semana foi passado em Chaves. Bem passado. Descansei bem, comi e bebi melhor. Faz parte da tradição… Estive um pouco a leste mas não de todo. Fui consultando, conforme me apetecia, as notícias na net. Não devia porque se era para descansar… e acabei por ter mais uma desilusão. Não será bem uma desilusão porque não me espantou… Estava eu a ler a notícia que, essa sim, espantou o país… sobre o casamento do Diogo Infante. Era uma publicação online de um jornal. A notícia não tinha nada de especial nem, tão pouco, era tendenciosa ou mal dizente… Era uma notícia. O que me desiludiu foi a quantidade de comentários que se seguiam à notícia.Para além de serem às centenas, aquela dúzia que li, de seguida, era todos muito maus. Insultuosos, de uma falta de educação a toda a prova e reveladores da mentalidadezinha deste pobre povo português. Eu só li mesmo uma dúzia e estou convencido que os restantes comentários seriam do mesmo calibre. Lastimável.

Não consigo compreender o que leva uma pessoa a dar-se ao trabalho de se registar, para poder comentar, e depois desatar a insultar uma pessoa que não conhece pessoalmente, com toda a certeza, só porque casou com uma pessoa do mesmo sexo. Só podem ter muita coisa mal resolvida naquelas cabeças… E depois há a questão do casamento. Foi um casamento, só isso. Não foi um matrimónio religioso. Para quem acha que é a mesma coisa, não é. Quem é religioso e contrai o tal matrimónio… também tem de casar pelo registo civil porque, senão, pela lei portuguesa, não é considerado casal. É apenas um processo de reconhecimento oficial e legal de direitos e obrigações e não se percebe porque raio de carga de água não deve ser estendido a todos os seres humanos.

Mas também não estamos mal de todo. São uns insultos aqui e acolá, Uns risos e olhares manhosos mas, mesmo assim, nada que se compare com a indignação e as manifestações que aconteceram em França, um país, supostamente, defensor da igualdade, fraternidade e da liberdade…

2 thoughts on “Os mesmos do costume.

  1. boss

    Concordando com o sentir profundo do que dizes, vamos lá ajudar. O casamento católico não obriga a outra celebração civil, a lei determina que tem também esse valor (bem, a lei foi feita para valorizar o casamento religioso e não para facilitar a vida às pessoas, mas enfim …). Erro de quem, tendo basta experiência no assunto, nunca experimentou uma solenidade em que se canta uma canção dedicada ao noivo (Oh Zé, Oh Zé, Oh Zé Ma-ri-a, Oh Zé, Oh Zé, Oh Zé Ma-ri-aaaaaaa). Pena não ter um videozinho para te mostrar!

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