Até pareço um professor, queixinhas… mas não sou.

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Nestas alturas, final do período de aulas, a coisa costuma complicar-se. Pelo menos costumava. Este ano quero que se lixe, tudo. Repito: que se lixe, tudo. Não vou dar cabo da minha (pouca) sanidade mental a preocupar-me com papeis e mais papeis. Tudo vai ser feito, como não poderia deixar de ser, mas não vou entrar em stress. É triste dizer isto e pode ser mal interpretado… mas não me pagam para ter um esgotamento. O ensino está cada vez pior: as condições de trabalho são aquelas que nos quiseram impôr; a quantidade de papelada não pára de aumentar; o número de alunos enche as salas de aula pelas costuras; o desrespeito por esta profissão, por parte dos governantes e da sociedade civil, não pára de se acentuar. Enfim, poderia estar aqui a enumerar uma data de razões que eu, como professor (e já não falo como encarregado de educação), acho que estão mal e que dificultam um desempenho de excelência. Mas não estou para isso. Como também não estou para dar um pouco mais de mim. Aquilo que tiver que ser é. Não mais do que isso.

Agora, vou pegar no carro, que está a chover e não posso ir na motoreta da minha rica senhora, e vou trabalhar, que não me pagam para estar a escrever sobre assuntos que não interessam a ninguém…

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