Ficava tudo resolvido e não se falava mais no assunto!

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Estar toda a manhã a ouvir Carl Cox (um senhor diferente de mim porque eu é mais bolos…) faz-me esquecer a vida. Não será bem esquecer que existo. É mais pensar que a vida tem um lado bom, divertido, que vale bem a pena ser vivido. É tudo tão efémero. Amanhã já podemos estar noutra… dimensão, por assim dizer…

Isto tudo porque tenho assistido a uma data de discussões que pairam pelas redes sociais a propósito do senhor Eusébio da Silva Ferreira. Escrevem-se e dizem-se barbaridades. O povo português gosta de barbaridades, só pode. Eu confesso que também gosto de barbaridades. Mas gosto daquele tipo de barbaridades gratuitas. Daquelas barbaridades que saem pela boca fora só para causar “baralhamento”. Aliás, “baralhamento” é uma palavra que me é muito querida. Podia ser uma palavra fofinha. Podia, mas neste caso acho que o querida fica mais interessante. O “baralhamento” é uma condição. O “baralhamento” é uma forma de estar na vida. É essencial dominar a arte do “baralhamento” para que a vida siga em frente. A minha vida, claro está, porque da vida dos outros… cada um saberá da sua…

Voltando ao assunto. O senhor morreu há dois dias e meio e Portugal (pronto, Portugal e meio, que eles são seis milhões…) começou a discutir sobre a possibilidade de Eusébio da Silva Ferreira ir parar ao Panteão. A mim parece-me exagerada a ideia. Porquê? Porque apesar do verdadeiro talento para dar uns chutos numa bola não foi mais do que isso: um jogador da bola! Eu até podia ser preconceituoso com os chutadores de uma bola. Podia. Mas não sou, apesar de terem um tempo de antena exagerado e, na maior parte das vezes, não se conseguir perceber o que os ditos cujos dizem… se calhar é esse o objectivo… não perceber o que eles dizem… Tirando estas particularidades, acho muito bem que existam chutadores da bola. Eu nunca fui um chutador da bola. Não tinha jeitinho nenhum… Mas gosto de ver os chutadores da bola a correrem atrás dela. Aliás, sou um fanático. Não por chutadores da bola mas por precisar de ver o fêcêpê a ganhar… mas essa é outra conversa…

Íamos no Panteão…

Antes de continuar a cumbersa… é bom que se saiba que eu nunca fui ao Panteão. Não calhou. Mas sei o que representa. E nem sequer vou entrar com aquela conversa do sentir Português… e essa treta toda. Não vale a pena. O Panteão existe para homenagear as figuras marcantes de Portugal. Ponto. Também não me apetece estar para aqui a definir o que é ou não marcante para Portugal, conceitos de herói.. e afins… não quero saber de nada disso. O que eu sei é que um chutador da bola merece estar no seu sítio. O sítio do chutador da bola. Porque é que não se ergue um monumento dedicado ao chutador da bola…?

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