Os textos sobre raparigas podem, nem sempre, mas podem, ser complicados e de difícil leitura. A fotografia é dúbia.

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Chega a esta horinha e é remédio santo. Ah e tal, a barriguinha cheia… tenho de fazer bem a digestão porque senão posso morrer de congestão, durante a noite… Um digestivo agora é que ia mesmo a calhar… E assim se começa a noite. No caso presente… a minha rica senhora foi a um jantar que eu não sei lá muito bem do quê… mas deve ser do bem, por isso, eu também vou ficar bem, a fazer a digestão como deve ser. E, enquanto a digestão vai fluindo… eu ponho-me a pensar na vida (como se ninguém soubesse que aquilo que eu mais gosto de fazer é… pensar na vida…), nalguns aspectos que me deixam curioso. Será que todos os seres humanos são como eu? Ou sou eu que sou como os outros? A curiosidade ainda está generalista. Ainda não dá para se perceber o que é que eu realmente acho curioso. Mas eu passo a explicar.

Se eu não voltar àquela conversa antiga de que sou um rapaz que gostava de ser rapariga e partir para a convicção de que sou mesmo um rapaz que gosta mesmo de raparigas, facilmente vou parar a um dilema. Um dilema que me deixa a pensar. Aliás, é um dilema que dura e me preenche a vida há muitos anos. Porque razão as raparigas não devem entrar na minha vida com o belo do corpinho à frente? Por outras palavras, porque razão é que as raparigas sempre entraram com a mente (esta palavra não traduz aquilo que eu sinto em relação às raparigas mas é o que se pode arranjar) à frente na minha vida? Ou ainda, porque raio de carga de água é que eu sempre achei mais piada às raparigas como seres humanos… em vez de… um corpo com… voz própria…? Pronto. Para não ser crucifixado porque estamos perto da Páscoa e eu até sei que é uma época religiosa… vou mesmo esclarecer o seguinte. Eu não quero nada saber, mesmo nada saber, se as raparigas são coxudas (que só por acaso eu gosto delas coxudas), se têm o peito grande ou pequeno (também é coincidência eu gostar de um peito farto, por assim dizer…), se o rabo mexe para cima e para baixo (no caso gosto dele… grande…), se as mãos são papudinhas (só têm de parecer decididas a agarrar aquilo que devem agarrar…), e ando às voltas para conseguir encontrar um outro atributo físico para o qual eu não devo prestar a mínima atenção (tirando a boca, os olhos, a pele, o cabelo e o pescoço… não estou a ver mais nada que me possa interessar (de uma forma desinteressada) numa rapariga (há quem aprecie o belo do pé com a pulseirinha no tornozelo, a unha pintada com o belo do rato Mikey, as belas das madeixas e por aí fora) (com tantos parentesis de certeza que a confusão sobre as raparigas aumentou exponencialmente) mas não encontro mais nenhum atributo… ufa, acabou-se o parágrafo.

Passando para trás das costas a introdução, convém reter a ideia de que eu sou rapaz que gosta mesmo do universo feminino. Tão somente isso. De uma forma simples, vou conseguindo perceber as raparigas. E essa, é uma mais valia que fica na minha vida.

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