Eu avisei. Amanhã faço cinquenta e três anos e tudo me é permitido, na véspera!

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Eu bem dizia. Ainda cá vinha, novamente, para espalhar… magia… Que tal? Azeiteirola? Pois! Não adianta nada ser do bem se somos uns grandes azeiteirolas! E eu tenho de confessar. Sou um azeiteirola! Daqueles que a minha rica senhora diz que fariam sucesso. Daqueles que conseguem fingir que cantam. Daqueles que, para além de fingirem que cantam, também conseguem articular duas frases seguidas sem qualquer tipo de palavra desalinhada. Eu gosto de frases com palavras alinhadas. Gosto mesmo de alinhar palavras. Podem ser umas atrás das outras. Todas direitinhas. As pessoas gostam de ouvir palavras direitinhas. Quando as pessoas ouvem uma sequência de palavras, todas direitinhas, sem grandes variações de timbre, gostam. Gostam porque fazem parte de um sentido cósmico qualquer, que só elas sabem reconhecer… Bem, elas e mais uns milhares de outras pessoas que também estão à espera que uma sequência de palavras direitinhas caia na vida delas.

E é neste conjunto de palavras direitinhas que eu apareço. Ou melhor, gostava de aparecer. Sim, porque eu gostava de ser um daqueles que fingem que cantam. Mas não sou. Porque eu canto! Algum dia teria de confessar esta minha virtude. Eu canto! Não fiquem a achar que eu digo isto só porque amanhã faço cinquenta e três anos. Podia ser, mas não é. É mesmo pura convicção. Eu canto mesmo!

E porque neste género de texto tem de haver um final, só me apraz dizer que um dia, não muito longínquo, vão ter a oportunidade de me ouvirem cantar. Assim, sem mais.

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