A primeira palermice do dia nove de abril de dois mil e catorze. Daqui para a frente vai ser diferente!

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Assim, do nada, fiquei com o meu computador “grande” a funcionar. Com o meu monitor “grande” também a bombar. Não percebi porque é que recomeçou a funcionar. Tinha desistido dele e hoje, como vieram cá os homenzinhos das telecomunicações fazerem uns ajustes, lembrei-me de o ligar e funcionou, de imediato. Nem foi necessário eu fazer umas rezas… ainda por cima tenho umas colunas ligadas e… não querendo parecer pré-adolescente… posso ouvir o belo do sheik aos berros. O que é que me podia acontecer de melhor, após uma reunião na minha escola que acabou às oito e trinta da noite? Chegar a casa e meter as mãos neste teclado fofinho, que parece que tem amortecedores… e desatar a escrever palermices.

Pensando bem, nem sequer tenho assunto para escrever. Foi um dia perfeitamente normal. Eu diria mesmo que foi um dia amorfo. Sem qualquer interesse. A única coisa que me sucedeu diferente do habitual foi o facto de me ter sentado ao sol, no jardim, a ler um pouco. Pelo meio adormeci, acordei, li novamente e voltei a adormecer. Foi muito dinâmico… e cá estou eu a perguntar-me se existe alguma coisa de interessante na minha vida?!?

Claro que existe. E quando estamos sem assunto, qual a melhor escolha para debater? Qual o melhor assunto? Nós! Claro está! Quando não sabemos o que dizer, o que acontece a maior parte das vezes, nada melhor do que falarmos de nós. É remédio santo. Ninguém presta a mínima atenção ao que temos para dizer de pessoal. Quem, dos que por aqui andam, é que presta atenção quando um indivíduo começa a falar (no caso a escrever) que gosta muito de falar com as pessoas e que gosta de demonstrar por a+b que as teorias da existência humana são assim ou assado. Alguém percebeu o que estou para a escrever. Ninguém está a prestar a devida atenção (o que é bom pois não tem jeitinho nenhum o que eu disse…) mas se eu começar para aqui a escrever sobre a vizinha do lado que, quase de certeza, gosta de sexo anal, com força, aí a conversa vai despertar o maior dos interesses. Não é pelo facto do tema ser o sexo anal. Isso é um dado adquirido na vida das famílias portuguesas que praticam qualquer tipo de actividade sexual. Como todos gostam e todos fazem, o assunto torna-se um pouco… abstracto, bah, e perde o encanto… mas quando se introduz um elemento novo e mais específico na conversa (a vizinha), o assunto passa a ser digno do maior interesse. Somos estranhos.

Ainda mais estranhos somos se nos pusermos a pensar bem no assunto do sexo anal da vizinha. Realmente, o assunto ganha uma nova dimensão, um vida própria, por assim dizer. Mas, e se for o vizinho a gostar de sexo anal? O assunto continua a despertar o interesse dos demais? Uhum! Não me parece. Até nisto fazemos diferenciações… E não me parece bem. O sexo anal é merecedor da mesma atenção. E nem sequer estou a falar de relações anais de pessoas do mesmo sexo… porque então é que íamos assistir a reacções ainda mais estranhas… mas essa é uma outra conversa…

Pode ser que seja a segunda palermice. A ver vamos.

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