E ainda falta uma semana.

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Hoje são quinze, quinze de abril. Já não escrevo nada desde o dia onze, onze da abril. É o que faz não estar a dar aulas. Fico mais solto e dá nisto. Relax total (os fãs não gostam mas, como são apenas dez, eu acho que consigo compensar os fãs com um beijo, na boca, eu acho…). Fico tão relaxado que nem sei muito bem quem sou. Fico, assim, sem a mínima ideia de quem sou. Acham isto normal? Eu não acho lá muito normal. Acho até que deveria ter outra postura. Mais assumidamente séria. Do género: já que não estou a trabalhar, tenho de ter, obrigatoriamente, mais tempo e disponibilidade mental para pensar na vida.  Acontece que não é nada disso que se passa na minha vida.

Felizmente, para mim, acho que devo pensar pela minha cabeça. Podia ser pela própria cabeça de um outro personagem qualquer. Podia. Mas não seria a mesma coisa, de certeza absoluta. E vai daí, tenho a mania de que devo mesmo pensar pela minha cabeça. Ok. Ponto. Já se sabe. A própria cabeça… E?

Nada. É só para constar que eu gosto de pensar.

O que não tem acontecido.

Estou eu casa sozinho. Hoje calhou assim. Não tem sido bem assim. Ou seja. Tem sido e não tem sido… As minhocas foram para casa dos avós de Chaves. Acho que estão bem… (eu digo isto porque sei que elas estão mesmo bem, mas é tão bom não querer saber de nada…) e lá vão dando notícias. A minha rica senhora foi a um almoço de gajas. Gajas amigas e que se prezam. Ainda bem. E sobrei eu. Ou seja, calhou assim. Mas tem sido diferente. Tenho ficado por casa. Com quem? E a fazer o quê? Pois! A arrumar a casa, que estamos na Páscoa e é necessário arrumar tudo como deve ser para que a luz ilumine esta casa… tirando a parte das arrumações, passamos a vida na cama. Sim, na cama. Ainda somos capazes. Capazes de encararmos a cama como um local de boa disposição, onde tudo pode acontecer. Alguém duvida que uma cama é um local onde tudo pode acontecer? Literalmente? Não, pois não? Bem me queria parecer que os meus dez fãs são pessoas de verdadeiro carácter. Mas eu acredito. E gosto de acreditar.

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