São onze horas e só agora é que vou correr. A seguir, tomo banhinho, pode ser?

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Tive uma experiência de terceiro grau (é assim que se diz, certo?) com umas entregas expresso dos ctt`s. O moço que dirigia a carrinha é isso mesmo: um moço novo. Não sei a situação profissional dele mas como as coisas andam, deve estar a recibo verde. O moço era muito simpático. Falava pelos cotovelos, digamos assim. Eu não me incomodo com pessoas que falam pelos cotovelos… porque… estou acostumado e já faz parte da minha obrigação vivencial ter de ouvir pessoas que falam pelos cotovelos. Sempre foi assim e não vai ser agora, aos cinquenta e três anos (e com vícios no corpo), que a coisa vai mudar. É pacífico (quer dizer, às vezes choro, choro muito e em silêncio, porque ninguém me ouve…). Mas se as coisas correrem minimamente decentes… é pacífico.

E então, dizia o moço que gostava de entregar livros ao domicílio. Já tinha vindo cá a casa e, como eu não estava, tinha tomado a liberdade de atirar a encomenda para o jardim, conforme tinha combinado com a esposa. Eu disse que sim, que estava tudo muito bem. Para atirar sempre com a encomenda para o jardim que o nosso bairro é sossegado e ninguém iria, com toda a certeza, saltar o muro do jardim e gamar o manual de Geometria Descritiva que me estavam a enviar para casa. Quer dizer, eu até agradecia que mo gamassem… mas não fui capaz de lho dizer…

O moço era, realmente, uma simpatia. Palavra puxa palavra e ele olha para a scooter da minha rica senhora que estava parada ali mesmo… à mãozinha de uma bela conversa… Não é que o moço era um apaixonado das motas, mas de motas a sério, daquelas que andam a muitos quilómetros à hora… eu lá acabei por dizer que as motas são muito engraçadas e apetecíveis mas é preciso ter muito cuidado, ter uma condução defensiva e outras tretas do género… Que sim, que percebia isso mas que já tinha tido três acidentes… E eu sempre a olhar para o moço, cheio de vida, a pensar como é que lhe iria fazer ver que a velocidade não é tudo o que um homem poderia querer na vida… e lá acabei por lhe dizer que tinha uma outra scooter, de maior cilindrada, que andava mesmo mais e que não era por isso que eu carregava mais no acelerador…

O moço era tão simpático que achou que deveria prolongar a conversa… e já estava a olhar parta as minha tatuagens… Sim, eu estava de calções e camisolinha, pronto para ir correr. E foi essa a minha safa porque já me estava a ver a mostrar as minhas tatuagens ao moço… e a ter de lhe explicar onde as fiz… porquê… e cenas do género… Mas lá lhe disse que tinha de ir correr e a coisa ficou por ali. Ufa.

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